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Benfica manifesta 'total solidariedade' após central ser alvo de insultos racistas
29 Mar 2026 | 09:27
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Voleibol
02 Abr 2026 | 03:00 |
Francisco Pombeiro pode ser mais um nome a deixar o Benfica. Neste Exclusivo Glorioso 1904, o nosso Jornal avança que o atleta de 29 anos, contratado no verão, não tem estado a corresponder às expectativas da estrutura sobre o seu rendimento na equipa de voleibol.
Sabe o Glorioso 1904, junto de fontes próximas ao processo, que o voleibolista de 29 anos sente algumas dificuldades de afirmação no plantel de Marcel Matz. Perante esta situação, a Direção do Benfica, liderada por Rui Costa, entende que o atleta não tenha o perfil indicado para permanecer de águia ao peito.
Como o nosso Jornal já tinha adiantado, o distribuidor, que veste a camisola 5, tem contrato válido até ao final da temporada e, caso não convença a estrutura das modalidades do Benfica, a sua continuidade na Luz poderá chegar ao fim. Recorde-se que o atleta foi contratado depois de ter registado uma época bastante consistente no Leixões.
Por outro lado, o Glorioso 1904 apurou, em exclusivo, que o impacto de Francisco Pombeiro na equipa encarnada não tem sido consistente. Além de não ser uma aposta titular para Marcel Matz, o voleibolista não tem tido um contributo notório em pontos. A última vez que o atleta, com 1,89 metros, marcou foi na final da Taça de Portugal.
Francisco Pombeiro foi um dos reforços contratados no verão para ajudar o Benfica a recuperar a hegemonia no voleibol. No entanto, até ao momento, a equipa não tem sido consistente: segundo lugar na fase regular do campeonato, atualmente nas meias-finais dos playoffs, onde mede forças com o Leixões, e perdeu a Supertaça e a Taça de Portugal para o Sporting.
Em resposta à situação que ocorreu no passado sábado, onde central encarnado esteve envolvido, respetivo órgão já age conforme os procedimentos normais
31 Mar 2026 | 16:22 |
O alegado insulto racista de que terá sido alvo o jogador do Benfica, Lucas França, vindo das bancadas na Nave de Espinho, já se encontra sob a alçada do Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Voleibol (FPV).
"A parte disciplinar está encaminhada [para o CD] agir em conformidade. São os procedimentos normais", adiantou o Diretor Técnico Nacional (DTN) da FPV, Leonel Salgueiro, em declarações à Lusa.
O incidente aconteceu no quarto set do segundo jogo dos quartos-de-final do play-off frente ao Espinho, levando o central francês a parar a partida para denunciar ter sido vítima do alegado insulto por parte de um adepto. As águias venceram por 3-1, qualificando-se para as meias-finais, onde vai defrontar o Leixões.
Ainda à mesma fonte, o dirigente admitiu não ter memória de uma situação semelhante na modalidade, sublinhando que a interrupção de jogos devido a insultos racistas “não é recorrente, nem normal no voleibol”. "A nossa posição é de que somos terminantemente contra atitudes desta natureza. São comportamentos que não são dignos dos valores do desporto", reforçou o DTN.
Recorde-se que Lucas França quebrou o silêncio ontem, pronunciando-se sobre a situação. Através das redes sociais, o central do Benfica condenou os insultos racistas de que foi alvo e agradeceu ao Clube da Luz pelo "apoio" e "suporte".
Através de uma publicação feita nas redes sociais, atleta dos encarnados revelou como tudo aconteceu, na noite de sábado, 28 de março
30 Mar 2026 | 12:22 |
Lucas França quebrou o silêncio, nas últimas horas, pronunciando-se sobre o incidente que aconteceu no último sábado, 28 de março. Através das redes sociais, o central do Benfica condenou os insultos racistas de que foi alvo, no decorrer da partida de voleibol, frente ao Espinho.
Lucas França: "Não reagi de forma agressiva, mas trouxe à luz, naquele momento, o que aconteceu"
"O desporto ensinou-me muito e ajudou a moldar quem eu sou. Fui educado pela minha mãe a respeitar o próximo e a tratar bem as pessoas. Em Cristo, aprendi também a não retribuir agressões na mesma moeda. No entanto, ontem, essa agressão ultrapassou uma barreira", começou por escrever o canarinho, na sua conta de Instagram.
"Não reagi de forma agressiva, mas trouxe à luz, naquele momento, o que aconteceu, para que as pessoas responsáveis pela condução do espetáculo — especialmente na ausência de policiamento — pudessem agir", acrescentou Lucas França, numa altura em que ambos os clubes já se pronunciaram sobre o ocorrido.
Lucas França: "Agradeço ao Benfica pelo apoio e suporte imediato"
"Sei que esse episódio não representa os valores dos atletas e diretores do Sporting de Espinho, pois, assim que comuniquei o ocorrido ao árbitro e à mesa, saíram em minha defesa e buscaram identificar o responsável. Infelizmente, entre tantas pessoas presentes, não foi possível encontrá-lo — mas quem fez, sabe o que fez", reconheceu o atleta do Benfica.
"Agradeço ao Benfica pelo apoio e suporte imediato. Aos meus colegas de equipa, comissão técnica e direção, obrigado por estarem ao meu lado nesse momento. Espero que a Federação Portuguesa de Voleibol tome as medidas necessárias para que isso não volte a acontecer, nem em Espinho nem em qualquer outro pavilhão em Portugal. Não há mais espaço para isso — atitudes assim empobrecem o desporto. Obrigado a todos que enviaram mensagens de apoio e demonstraram respeito", concluiu.
Através de uma nota emitida nas redes oficiais do emblema, dirigentes lamentam o ocorrido e assumem que vão apurar factos internamente
30 Mar 2026 | 08:48 |
A direção do SC Espinho já se pronunciou sobre o alegado caso de racismo contra Lucas França. Horas depois do ocorrido, durante o encontro entre a formação nortenha e o Benfica, os dirigentes do clube anunciaram que vão apurar os factos do ocorrido.
"O Espinho é um clube historicamente comprometido com os valores do desportivismo, respeito e inclusão", pode ler-se na nota emitida nas redes sociais, na sequência do comunicado divulgado pelo Benfica, onde as águias mostraram 'total solidariedade' para com a situação do seu central.
"Se houve algum insulto proferido da bancada ao atleta do Benfica, o Espinho lamenta o sucedido, apresenta publicamente desculpas ao visado e ao seu clube, mas reitera que só pode ter sido um ato isolado, que de forma alguma vincula a estrutura espinhense, os seus sócios e adeptos", escreveu a direção do Espinho.
"A posição de completo repúdio por atos desta natureza foi transmitida na própria Arena Tigre pela direção do Espinho ao atleta e aos dirigentes do Benfica", surge na mesma nota, emitida pelo clube. "Colaborar com as entidades competentes no esclarecimento cabal dos factos", pode ler-se no fim.
Recorde-se que o alegado caso de racismo, contra Lucas França, voleibolista do Benfica, aconteceu no decorrer do quarto set, quando o brasileiro afirmou ter ouvido a palavra 'macaco' vinda das bancadas. A partida chegou a estar interrompida durante 10 minutos, como está imposto nos protocolos.
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