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Clube
01 Abr 2026 | 16:41 |
Rui Costa esteve esta manhã na Assembleia da República, onde realizou uma espécie de visita pelos diferentes grupos parlamentares. A presença do presidente do Benfica teve como objetivo apresentar preocupações relacionadas com temas estruturais que envolvem o clube e o contexto desportivo nacional. Entre os assuntos abordados estiveram o processo de centralização dos direitos e decisões regulatórias recentes que motivaram forte reação dos encarnados.
Um dos pontos centrais da reunião foi a rejeição do projeto da Benfica FM por parte da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC). A decisão, tomada a 25 de março de 2026, indeferiu o requerimento apresentado pelo operador BMHAUDIO Portugal Holdings, que previa a modificação de vários serviços de programas de tipologia musical para temática desportiva informativa. O objetivo passava pela associação desses serviços à Golo FM e pela identificação comum em antena como Benfica FM. No entanto, o regulador concluiu que o pedido não reunia os pressupostos legais necessários.
De acordo com a ERC, a alteração proposta não representaria um reforço efetivo da diversidade da oferta radiofónica nas áreas geográficas abrangidas. A entidade considerou que existiria apenas a substituição de uma tipologia temática por outra, sem acréscimo de pluralidade de conteúdos disponíveis aos ouvintes. Além disso, o regulador apontou dúvidas quanto à salvaguarda da independência editorial, sublinhando que a participação do Benfica na conceção dos conteúdos da Benfica FM poderia colidir com o regime jurídico aplicável aos operadores de rádio.
A reação do clube foi imediata e marcada por forte contestação. O vice-presidente José Gandarez mostrou-se indignado com a decisão relativa à Benfica FM e garantiu que o Benfica iria recorrer. O dirigente admitiu ainda a possibilidade de avançar com uma participação criminal, caso se confirmassem eventuais ilícitos, defendendo que o processo deve ser escrutinado. Foi também anunciada a intenção de solicitar audiências a todos os grupos parlamentares para apresentar o dossiê e esclarecer os contornos da situação.
Este contexto explica a deslocação de Rui Costa ao Parlamento, onde o presidente encarnado procurou sensibilizar os deputados para o impacto da rejeição da Benfica FM e para o processo de centralização em curso. O Benfica pretende assegurar que situações semelhantes não se repitam e reforçar o escrutínio institucional sobre o tema.
Assembleia geral das águias continua a dar que falar e há uma análise que promete alimentar o debate entre os adeptos encarnados
29 Jun 2026 | 17:34 |
A Assembleia geral do Benfica continua a motivar várias análises e, desta vez, foi Pedro Brinca, jornalista do Record, a deixar duras críticas à forma como Rui Costa abordou alguns dos principais problemas do Clube. O professor de economia considera que o presidente encarnado optou por um discurso que agradou aos sócios, mas evitou enfrentar questões estruturais.
P. Brinca: " O presidente escolheu o caminho confortável"
"Houve aplausos na assembleia geral quando Rui Costa prometeu 'tolerância zero' a Pedro Proença e ao Conselho de Arbitragem. Merecidos? Em parte. Mas fiquei com a sensação de que, em dois assuntos centrais, o presidente escolheu o caminho confortável: bater onde as palmas são fáceis e calar-se onde a mudança custaria", escreveu no seu texto de opinião ao jornal Record.
Na análise, Pedro Brinca defende que o verdadeiro problema está na organização do sistema. "Tudo legítimo. Só que é tudo dentro da mesma casa: queixar-se ao Conselho de Arbitragem, pedir contas ao Conselho de Arbitragem, prometer dureza com o Conselho de Arbitragem. O problema não é a malícia, é o desenho. Quem nomeia, avalia e pune os árbitros é a mesma Federação. É juiz e parte. 'Tolerância zero' contra um sistema que se julga a si próprio é energia gasta a empurrar uma parede. O que falta — uma avaliação independente, de fora — não saiu da boca do presidente. Ficou-se pela indignação que rende palmas e não muda nada", atira.
P. Brinca: "o treinador é o fusível: rebenta, troca-se e a corrente segue igual"
Outro dos temas abordados foi a instabilidade no comando técnico do Benfica. "Foram seis treinadores em cinco anos", recorda Pedro Brinca, acrescentando que "o treinador é o fusível: rebenta, troca-se e a corrente segue igual". O economista lembra ainda que foi o próprio Rui Costa quem admitiu que "não houve impacto das aquisições" e que o Benfica falhou "em muitas avaliações", sublinhando que "quem avalia, quem recruta, quem aprova as contratações não é o treinador. Mas, no fim de cada época, é o treinador quem paga a conta", pode ler-se.
Pedro Brinca terminou a análise deixando um forte reparo à estrutura encarnada e ao futuro de Marco Silva. "Numa organização sã, o falhanço repetido tem um dono com nome. No Benfica, não tem. Rui Costa assume 'completamente' a responsabilidade no abstrato e, no concreto, despacha-a para baixo. A culpa, no fim, morre solteira. Demite-se o técnico, mantém-se a estrutura, repete-se a época. Marco Silva merece melhor do que ser mais um fusível. E os sócios mereciam que a próxima época começasse não por outro 'não podemos falhar', mas por dizer, enfim, quem responde quando se falha", concluiu.
Vice-presidente financeiro faz ponto de situação sobre o projeto das águias e afirma que evolução para reforma progride de forma positiva
27 Jun 2026 | 17:45 |
O vice-presidente financeiro do Benfica, Nuno Catarino, fez um ponto de situação sobre o projeto Benfica District, garantindo que o processo continua a evoluir de forma positiva, apesar de ainda aguardar pelas aprovações das entidades competentes. O dirigente revelou que, embora não existam alterações significativas ao projeto, foram dados passos importantes nos últimos meses.
Segundo Nuno Catarino, o Benfica District tem vindo a cumprir todas as etapas previstas, encontrando-se atualmente em análise por diversos departamentos da Câmara Municipal, bem como por várias entidades externas. O responsável encarnado mostrou-se confiante quanto ao desfecho do processo, salientando que a evolução tem correspondido às expetativas.
Relativamente aos custos previstos, explicou que alguns valores sofreram ajustes naturais, com determinadas rubricas a aumentarem e outras a diminuírem, garantindo, no entanto, que não existem desvios relevantes nesta fase do projeto. O vice-presidente financeiro revelou ainda que o Benfica espera obter todas as aprovações necessárias dentro de um ou dois meses. Assim que esse processo estiver concluído, o clube irá apresentar oficialmente o projeto aos sócios.
Apesar de admitir que os procedimentos administrativos nem sempre decorrem à velocidade desejada, Nuno Catarino assegurou que o Benfica District continua plenamente ativo e dentro do calendário inicialmente definido. O vice-presidente financeiro abordou igualmente as obras de ampliação do Estádio da Luz, explicando que o calendário competitivo obrigou o clube a adiar parte da intervenção prevista.
A necessidade de antecipar o início da temporada devido às pré-eliminatórias da Liga Europa reduziu o tempo disponível para os trabalhos, o que levou à criação de menos de 600 novos lugares nesta fase. Ainda assim, o dirigente revelou que o objetivo passa por elevar a capacidade do Estádio da Luz para cerca de 69 mil espectadores durante a presente temporada, ultrapassando posteriormente a marca dos 70 mil lugares na época seguinte.
Águias chegaram a um parceria com a companhia japonesa de tecnologia com foco na segurança das áreas digitais do clube encarnado
27 Jun 2026 | 15:56 |
O Benfica anunciou uma nova parceria estratégica com a Fujitsu, que passa a ser Official Cybersecurity Partner do Clube da Luz. O acordo reforça a aposta das águias na modernização e proteção do seu ecossistema digital, num contexto em que o clube gere milhões de interações, dados e serviços considerados críticos.
Em comunicado, a Fujitsu sublinha que a parceria representa uma oportunidade para contribuir ativamente para a segurança digital do Benfica, colocando ao serviço do clube a sua experiência global em cibersegurança, gestão de risco e resiliência operacional.
A empresa tecnológica destaca ainda a crescente importância da cibersegurança no desporto e nas organizações modernas, defendendo que esta área deixou de ser apenas uma questão técnica para se tornar um fator essencial de confiança, crescimento sustentável e adaptação ao ambiente digital.
Alexandre Ferreira, Diretor-Geral da Fujitsu Portugal, reforçou essa ideia ao sublinhar que as organizações dependem cada vez mais dos seus sistemas digitais para operar e tomar decisões. O responsável destacou que, quando ocorre um incidente de cibersegurança, o impacto ultrapassa a vertente tecnológica, afetando também a operação, a reputação, a confiança dos clientes e até os resultados financeiros.
Nesse sentido, defende que a cibersegurança deve ser integrada nas estratégias de gestão de risco e continuidade de negócio, envolvendo não apenas equipas técnicas, mas também administrações e departamentos financeiros, jurídicos e operacionais.
As partes não revelaram os valores envolvidos no acordo estabelecido entre o Benfica e a Fujitsu. A parceria passa assim a integrar a estratégia de digitalização e proteção tecnológica do clube, que continua a apostar em soluções inovadoras para garantir maior segurança e eficiência na sua operação global.