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Clube
03 Set 2024 | 18:29 |
O Benfica comunicou através do site oficial que a Assembleia Geral Extraordinária do Clube foi marcada para dia 21 de setembro, sábado, para abordar o tema da revisão de estatutos.
"A Assembleia Geral Extraordinária do Sport Lisboa e Benfica foi convocada para reunir às 9h30 do próximo dia 21 de setembro (sábado) no Pavilhão n.º 1 – ou, se necessário, noutro espaço do Complexo Desportivo do Clube –, nos termos das disposições estatutárias e da metodologia aprovada na Assembleia Geral de 15 de junho", pode ler-se na nota das águias.
O comunicado explica ainda como seguirá ordem de trabalhos: "Ponto 1 – Discussão e votação na generalidade da proposta global de revisão de Estatutos apresentada pela Direção do Sport Lisboa e Benfica; Ponto 2 – Discussão e votação das propostas na especialidade admitidas; Ponto 3 – Votação final global das alterações aos Estatutos nos termos da proposta de metodologia aprovada."
Relembre-se que Jaime Antunes, Vice-Presidente do Benfica, em declarações recentes à BTV revelou que existe consenso entre as três propostas: "A Mesa da Assembleia Geral aceitou estas três propostas globais diferentes, e, perante esta situação, a Direção discutiu esse assunto. Aceitámos e empenhámo-nos fortemente num processo de negociação com os restantes proponentes no sentido de se encontrar uma proposta comum de alteração dos Estatutos para apresentar à AG".
"Criaram-se, assim, condições para uma mudança de Estatutos. É importante que estes acompanhem a evolução no Clube e no Grupo Benfica, na totalidade. Os Estatutos têm de ser adequados à realidade de hoje e não podem ser Estatutos que já têm umas décadas e que foram fantásticos, porque duraram bastante tempo com algumas alterações pontuais realizadas em 2010", disse Jaime Antunes.
"A Direção empenhou-se e chegou-se a um consenso. A Direção também está a dizer aos sócios que estamos aqui para unir o Benfica e encontrar consensos em questões estruturantes da vida do Benfica. Nessa matéria estamos todos de parabéns: a Direção, que aceitou e participou neste processo, e também todos os outros proponentes, que, com grande espírito benfiquista, aceitaram chegar a uma proposta final. Agora, há uma proposta única global de revisão de Estatutos", finalizou o Vice-Presidente do Benfica
Iniciativa das águias ganhou uma nova dimensão e prepara-se para chegar ao centro do debate político, depois de ultrapassar o número de assinaturas
19 Ago 2026 | 11:14 |
A petição apresentada pelo Benfica contra o modelo de centralização dos direitos televisivos do futebol profissional ganhou força nos últimos dias e já ultrapassou o número de assinaturas necessário para ser discutida em Plenário da Assembleia da República. A iniciativa foi apresentada a 8 de agosto e pretende colocar em causa a forma como está prevista a comercialização centralizada dos direitos audiovisuais.
À data desta terça-feira, petição intitulada "Pela suspensão e revisão do Modelo de Comercialização Centralizada dos Direitos Audiovisuais" contava com 7.684 assinaturas, ultrapassando as 7.500. Rui Costa, presidente do Benfica, surge como primeiro signatário da iniciativa, que pretende agora levar o tema para uma discussão no Parlamento.
A petição está disponível para subscrição desde 10 de agosto e continuará aberta durante mais 50 dias no site da Assembleia da República (28 de setembro). O objetivo definido pelos encarnados passa pela suspensão da implementação do atual modelo de centralização dos direitos audiovisuais do futebol profissional, até que seja realizada uma avaliação técnica, económica e jurídica independente.
Além da suspensão, o Clube pretende também que sejam revistas as soluções atualmente previstas para o processo. A posição foi apresentada pelo clube através de um comunicado divulgado a 10 de agosto, no qual foi explicada a intenção de promover uma análise independente antes da implementação do modelo.
A discussão em Plenário poderá ainda abrir diferentes possibilidades no plano institucional. Segundo a informação disponibilizada pela Assembleia da República, a apreciação de uma petição pode resultar na comunicação ao ministro competente para eventual medida legislativa ou administrativa, na remessa do processo ao Procurador-Geral da República, Polícia Judiciária ou Provedor de Justiça, na iniciativa de um inquérito parlamentar ou até na apresentação de um projeto de lei ou de resolução sobre a matéria.
Antigo responsável encarnado recuperou um tema que está a gerar discussão e deixou fortes críticas à estratégia seguida pelo Clube
12 Ago 2026 | 15:00 |
João Gabriel, antigo diretor de comunicação do Benfica, lançou duras críticas à petição apresentada pelo Clube na Assembleia da República para travar ou rever o processo de centralização dos direitos televisivos do futebol português. O ex responsável encarnado considerou que a iniciativa surge demasiado tarde e assume sobretudo um caráter político e propagandístico.
J. Gabriel: Há mais de cinco anos que se sabe"
"Há mais de cinco anos que se sabe que a centralização dos direitos televisivos vai avançar. A lei é de 2021, o calendário é conhecido e a época de 2028/29 nunca esteve escondida de ninguém", escreveu numa publicação no LinkedIn.
As críticas à atual liderança foram particularmente fortes quando apontou diretamente aquilo que considera ter sido uma ausência de intervenção durante os últimos anos. "Esta direção teve cinco anos para estudar, negociar, propor, influenciar e, sobretudo, liderar. O Benfica não o fez, e agora, só agora, descobre a Assembleia da República na tentativa de suspender um processo que durante cinco anos ignorou", afirmou.
J. Gabriel: " É uma peça de propaganda"
João Gabriel classificou mesmo a iniciativa como uma ação essencialmente comunicacional. "É por tudo isto que esta petição é, acima de tudo, uma peça de propaganda. O Benfica tem razão em vários dos problemas que identifica; o que não pode é transformar quatro anos de ausência de liderança numa súbita demonstração de combate", pode ler-se.
O antigo diretor de comunicação também dirigiu críticas a Pedro Proença - novamente - , presidente da Federação Portuguesa de Futebol, pela forma como considera que o debate sobre a centralização foi conduzido. "Pedro Proença contaminou, desde o início, o debate sobre a centralização a uma discussão sobre distribuição de dinheiro, quando a questão central deveria sempre ter sido a reforma dos quadros competitivos. É legítimo que o Benfica esteja preocupado. O que não é legítimo é fingir que descobriu o problema em 2026", concluiu.
Veja a publicação de João Gabriel:
Adversário do atual presidente nas últimas eleições das águias, advogado volta a criticar Presidente das águias e pede fim às desculpas
09 Ago 2026 | 17:04 |
João Diogo Manteigas elevou a exigência antes da estreia do Benfica na Liga Betclic 2026/27. O antigo candidato à presidência das águias às redes sociais para deixar uma mensagem de apoio à equipa, mas aproveitou também para lançar fortes críticas ao percurso recente do Clube e deixar um recado à Direção liderada por Rui Costa.
Manteigas critica Rui Costa, Presidente do Benfica: "chega de desculpas..."
Manteigas não poupou nas palavras e apontou diretamente à falta de títulos nas últimas temporadas: "É tempo de dizer, sem rodeios, que chega de desculpas: vencer apenas um campeonato nas últimas cinco épocas é medíocre. Não conquistar uma Taça de Portugal desde 2017 é indesculpável."
Na mensagem publicada nas redes sociais, defendeu que o Benfica não pode baixar o nível de exigência perante resultados considerados insuficientes. "A exigência do Benfica não pode adaptar-se aos resultados. São os resultados que têm de estar à altura da dimensão, da história e da ambição do clube", escreveu.
A mensagem surge precisamente no dia em que as águias iniciam uma nova caminhada no campeonato, numa temporada em que a pressão por títulos volta a estar em cima da equipa. Manteigas dirigiu ainda a atenção para a liderança do Clube e deixou uma mensagem clara a Rui Costa e à restante direção.
"Defender o Benfica, em qualquer circunstância e sem restrições, é aquilo que esperamos de quem foi legitimamente mandatado pelos associados para essa missão", afirmou. O antigo candidato à presidência considera que cabe à direção criar todas as condições para o sucesso desportivo e, simultaneamente, defender os interesses do Benfica fora das quatro linhas.