Receba as principais notícias do Glorioso 1904 no seu WhatsApp!
Clube
17 Set 2024 | 10:53 |
O Benfica através do vice-presidente da Mesa da Assembleia Geral do clube, José Pereira da Costa, revelou a metodologia da Assembleia Geral Extraordinária (AGE), agendada para sábado, dia 21 de setembro. A convocatória tem início às 9h30 e tem como ordem de trabalho três pontos.
O primeiro ponto é a discussão e votação na generalidade da proposta global de revisão dos estatutos apresentada pela Direção do Benfica. De seguida irá proceder-se à discussão e votação das propostas apresentadas na especialidade admitidas. Por fim, será a votação final global das alterações aos Estatutos nos termos da proposta de metodologia aprovada.
Em declarações à BTV, José Pereira Costa revelou que as portas vão abrir às 8h30, de modo a que todos os sócios consigam “participar num processo que se quer participativo, participado e aberto”, sendo que para os estatutos serem aprovados “têm de ter três quartos dos votos dos associados presentes, quer na votação final global, quer na votação inicial global, quer nas votações intermédias na especialidade”.
“O primeiro passo é a votação inicial global de uma proposta consensual, que reuniu numa só proposta um conjunto de propostas globais apresentadas. […] Primeiro, uma votação inicial. Antes da votação inicial será apresentada a proposta nos termos da metodologia aprovada, haverá um tempo de debate com todos os associados que entendam que devem participar, haverá um tempo de deliberação e depois o tempo de início de uma segunda deliberação, que é o tempo de votação na especialidade de outras propostas apresentadas. Também quero sossegar os sócios do Benfica: vão ter acesso a todas as propostas apresentadas na especialidade dentro de um quadro que sistematize aquilo que houver para sistematizar para a total perceção do que está em causa no dia da votação”, explicou o vice-presidente da Mesa da Assembleia Geral.
Já sobre o processo de votação, José Pereira da Costa revelou que a primeira e a segunda votação serão “feitas com o braço no ar”, enquanto que a última será realizada através de “voto físico em urna”. O responsável encarnado lembrou ainda que “não poderá haver tempo para discutir outras questões”.
“Não temos ideia nenhuma sobre a que horas encerrará. Discutir o Sport Lisboa e Benfica não tem tempo. Não vamos iniciar a Assembleia Geral com projeto sobre o fim; queremos começá-la, discutir e queremos que os sócios tenham uma oportunidade real de discussão e que aproveitem o espaço e o tempo que lhes vai ser conferido por direito próprio para o exercerem”, concluiu o vice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral.
Comissão divulgou novas informações relativas a tentativa de aquisição de 16,38% da SAD benfiquista por grupo norte-americano
18 Jun 2026 | 11:28 |
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) divulgou esta quarta-feira nova informação relativa ao processo de tentativa de alienação de 16,38% do capital da Benfica SAD, detido pelo acionista José António dos Santos.
Segundo a informação tornada pública, a sociedade desportiva encarnada foi notificada da não concretização da venda das ações, numa operação que acabou por não avançar após a recusa do clube em aceitar o negócio, alegadamente devido a interesses do comprador noutro emblema desportivo.
No comunicado enviado, a Benfica SAD esclarece ter recebido a participação qualificada de José António dos Santos e do Grupo Valouro, na qual é confirmada a não concretização da transmissão de 3.767.400 ações da categoria B, correspondentes a 16,38% do capital social e dos direitos de voto da sociedade. De acordo com o documento, a operação previa a venda das ações detidas por José António dos Santos e pelo Grupo Valouro, mas acabou por não se realizar.
O comunicado explica que a entidade compradora, ENTREPRENEUR EQUITY PARTNERS SPV V, LLC, informou que não se verificou a condição precedente relativa à aprovação prévia da operação pela assembleia geral da Benfica SAD.
Dessa forma, e nos termos do contrato estabelecido, a aquisição das ações não se concretiza, não havendo lugar à transferência das participações anteriormente anunciadas. Com o incumprimento da condição exigida, a tentativa de aquisição fica sem efeito, mantendo-se inalterada a estrutura acionista da Benfica SAD neste processo.
Encarnados lançaram comunicado onde confirmam que a venda de 16,38% da SAD por parte de João António dos Santos para fundo Americano foi bloqueada
17 Jun 2026 | 11:37 |
O Benfica confirmou que não avançará com a entrada do fundo norte-americano Entrepreneurial Equity Partners (EEP) no capital da SAD encarnada. A decisão foi anunciada através de um comunicado oficial, no qual o Clube da Luz esclarece os motivos que levaram ao fim das negociações relativas à aquisição da participação de 16,38% detida por José António dos Santos, empresário conhecido como o "Rei dos Frangos".
Segundo a nota divulgada pelos encarnados, durante o período previsto no pré-acordo celebrado entre o EEP, o Grupo Valouro e José António dos Santos, decorreram várias reuniões e trocas de informação entre as partes. No entanto, a análise ao projeto de crescimento do fundo norte-americano levou à conclusão de que poderiam existir incompatibilidades com os princípios estatutários da Benfica SAD.
De acordo com o Benfica, o facto de o EEP pretender investir em participações minoritárias noutros clubes europeus poderia colidir com normas de não concorrência previstas nos Estatutos da sociedade encarnada. Face a esse enquadramento, Benfica e EEP chegaram a um entendimento comum para não prosseguir com a operação. “Para proteção da Benfica SAD e também do EEP, foi consensual a decisão de não entrar no capital da Benfica SAD”, pode ler-se no comunicado divulgado pelos encarnados.
Apesar deste desfecho, José António dos Santos mantém a intenção de alienar a sua participação na SAD benfiquista. Em declarações ao Negócios, o empresário mostrou-se tranquilo relativamente ao futuro da operação e acredita que continuarão a surgir interessados na aquisição das ações.
“Não tenho dúvidas nenhumas de que há mais pessoas interessadas”, afirmou o empresário, pouco depois de ter sido conhecida a decisão que inviabilizou a entrada do fundo norte-americano. Assim, a participação de 16,38% detida por José António dos Santos permanece disponível no mercado, mantendo-se em aberto a possibilidade de surgirem novos investidores interessados numa posição relevante no capital da Benfica SAD.
Operação tinha sido acordada entre todas as partes, mas acabou por ser esbarrada na oposição da estrutura do emblema encarnado
16 Jun 2026 | 15:43 |
O Benfica decidiu impedir a venda da participação de 16,38% da SAD detida por José António dos Santos, empresário conhecido como "Rei dos Frangos", ao fundo norte-americano Entrepreneur Equity Partner. A operação tinha sido acordada entre as partes, mas acabou por esbarrar na oposição da estrutura encarnada.
Segundo informações avançadas pela Bloomberg, o Clube da Luz justificou a decisão com uma cláusula dos estatutos relacionada com situações de concorrência e potenciais conflitos de interesse. Em causa está o facto de o fundo liderado por Tim Leiweke ter investimentos noutras sociedades desportivas europeias.
A principal preocupação do Benfica prende-se com a ligação do grupo ao Venezia, clube italiano do qual o fundo é o principal acionista. Na ótica dos responsáveis encarnados, essa relação inviabiliza a entrada do investidor no capital da SAD benfiquista.
O acordo para a aquisição da posição de José António dos Santos tinha sido tornado público em abril e, segundo informações conhecidas, o valor da transação rondava os 12 euros por ação. A decisão de bloquear o negócio já terá sido comunicada tanto aos representantes do fundo norte-americano como ao empresário português. Também Fernando Tavares se havia pronunciado sobre o tema.
Esta não é a primeira vez que o Benfica recorre aos seus estatutos para impedir a entrada de investidores estrangeiros na SAD. Em 2021, os encarnados já tinham utilizado um mecanismo semelhante para travar a entrada de John Textor no capital da sociedade. Ainda assim, a Bloomberg refere que as partes poderão continuar a dialogar, uma vez que o fundo norte-americano não pretende assumir qualquer papel na gestão da SAD, o que deixa margem para novas negociações.