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Clássico já se joga fora de campo! Porto volta a atacar Benfica: "O presidente..."

Guerra dos comunicados continua ao rubro e depois da nota emitida pelos encarnados foi a vez dos azuis e brancos responderem

Guerra dos comunicados segue ao rubro e depois da nota emitida pelo Sport Lisboa e Benfica foi a vez do Futebol Clube do Porto responder
Guerra dos comunicados segue ao rubro e depois da nota emitida pelo Sport Lisboa e Benfica foi a vez do Futebol Clube do Porto responder

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A guerra dos comunicados está mesmo aberta. Depois do Benfica ter respondido ao Porto, lamentando as "alegações infundadas" dos dragões, agora foi a vez do emblema azul e branco emitir uma nova nota oficial, garantindo ter subscrito apenas a candidatura de José Gomes Mendes à presidência da Liga Portuguesa de Futebol Profissional. 


"O presidente do Benfica pode fazer negócios com quem entender e quando entender"


"O FC Porto subscreveu uma só candidatura, posição essa que foi pública e oportunamente comunicada aos clubes da I e II Ligas", começaram por escrever os azuis e brancos na nota emitida na passada quarta-feira, esclarecendo o comunicado dos encarnados. 


"O FC Porto não emitiu qualquer juízo sobre a legitimidade dos negócios celebrados entre o presidente do Benfica e Reinaldo Teixeira. O presidente do Benfica pode fazer negócios com quem entender e quando entender", destacou a estrutura presidida por André Villas-Boas.

"O FC Porto pretende ver esclarecido se Reinaldo Teixeira está ou esteve em situação de incompatibilidade e/ou conflito de interesses no contexto da sua atividade enquanto coordenador dos delegados, se cumpriu com as suas obrigações de reporte dos negócios mantidos com o presidente de algum clube ou com representantes de outras SAD, e se reúne as condições de idoneidade, credibilidade e independência para concorrer à presidência da LPFP e para exercer livremente as suas funções sem limitações ou ónus", frisaram os dragões. 


"O FC Porto pretende ver esclarecido se Reinaldo Teixeira está ou esteve em situação de incompatibilidade e/ou conflito de interesses no contexto da sua atividade enquanto coordenador dos delegados"

"O FC Porto reitera, assim, o pedido para que sejam prestados todos os esclarecimentos necessários quanto às questões levantadas e para que a LPFP se pronuncie, com caráter de urgência, quanto ao cumprimento das obrigações por parte de Reinaldo Teixeira", terminou o emblema azul e branco.

Recorde-se que, numa primeira instância, o emblema de André Villas Boas 'atacou' o Presidente das águias, face a alegados negócios do dirigente máximo dos encarnados com um dos candidatos à presidência da Liga, negados posteriormente pelo Glorioso

Em fim de semana de Clássico, recorde o bis de Lima no Porto - Benfica:


Clube

Oficial! Com Porto no horizonte, Benfica lança novo empréstimo obrigacionista

Segundo o que foi confirmado pelos órgãos do Clube da Luz, o mesmo irá apresentar juros fixos de cerca de 4,5% e o reembolso será em abril de 2029

Em vésperas do Clássico, a estrutura do Benfica, liderada por Rui Costa emitiu um comunicado onde revela que será lançado um novo empréstimo obrigacionista
Em vésperas do Clássico, a estrutura do Benfica, liderada por Rui Costa emitiu um comunicado onde revela que será lançado um novo empréstimo obrigacionista

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Na última sexta-feira, 4 de abril, a Benfica SAD emitiu através das fontes oficiais dos vermelhos e brancos que irá lançar um novo empréstimo obrigacionista. Segundo a informação que os encarnados entregaram à Comissão de mercados de Valores Mobiliários (CMVM), o Glorioso irá emitir até cerca de 8 milhões de ações, cada uma com um valor de 5 euros, o que irá perfazer um total de 40 milhões de euros. A taxa de juro fixa bruta será de 4,50% e o reembolso irá acontecer em abril de 2029.


Estas novas obrigações, presentes no novo empréstimo obrigacionista irã ficar denominadas de ‘Benfica SAD 2025-2029’. As mesmas irão ser emitidas no âmbito de duas ofertas distintas, de subscrição ou de troca. Segundo informaram as águias, a aquisição destas obrigações irá ter início às 8h30 de 9 de abril de 2025 e irão manter-se disponíveis até às 16h00 do dia 24 de abril do mesmo ano. No entanto, o valor nominal pode ser alterado conforme o Clube da Luz assim o entender.


Assim, as duas ofertas repartem-se da seguinte forma: a oferta pública de subscrição tem como objeto até 8.000.000 de obrigações, com o valor nominal unitário de 5 euros e o valor nominal global inicial de até 40.000.000 euros; e a oferta pública de troca tem como objeto até 8.000.000 de obrigações, com o valor nominal unitário de 5 euros e o valor nominal global de até 40.000.000 euros emitidas pela Benfica SAD a 1 de junho de 2022, com data de reembolso a 1 de junho de 2025, com taxa de juro fixa bruta de 4,6% ao ano, sendo representativas do empréstimo obrigacionista denominado ‘Benfica SAD 2022-2025’.


No documento emitido pelo Benfica, as águias explicam todo o processo: “As ordens de subscrição e/ou de troca transmitidas em aceitação da respetiva Oferta e devidamente validadas estarão sujeitas aos critérios de alocação de ordens e de rateio aplicáveis e serão satisfeitas de acordo com os mesmos, caso a procura no âmbito das Ofertas exceda as Obrigações Benfica SAD 2025-2029 disponíveis. Todas as Obrigações Benfica SAD 2022-2025 adquiridas pelo Oferente para satisfazer ordens de troca serão adquiridas pela Benfica SAD tendo em vista a sua amortização e cancelamento na Data de Emissão”.

Por fim, o Glorioso também deixa esclarecimentos sobre as ofertas: “A Oferta de Subscrição visa a obtenção de fundos através do recurso ao mercado de capitais, para reembolsar parcialmente, até ao montante de €40.000.000, o empréstimo obrigacionista denominado “Benfica SAD 2022-2025”, emitido em 1 de junho de 2022, no montante de €60.000.000, e com reembolso agendado para 1 de junho de 2025 e, no seu remanescente, se aplicável, financiar o desenvolvimento da atividade corrente da Benfica SAD, bem como a diversificação e otimização das suas fontes de financiamento e reforço de liquidez. A Oferta de Troca visa permitir à Benfica SAD substituir parte da sua dívida com vencimento em 2025 por dívida com vencimento em 2029”.




Clube

Alerta, Benfica! Reinaldo Teixeira reage a alegado negócio com Rui Costa: "Se..."

Candidato à presidência da Liga Portugal deixou uma garantia sobre a polémica que surgiu com o líder das águias à mistura

Reinaldo Teixeira reagiu à polémica que envolve Rui Costa, Presidente do Benfica, com uma garantia à mistura
Reinaldo Teixeira reagiu à polémica que envolve Rui Costa, Presidente do Benfica, com uma garantia à mistura

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A candidatura à presidência da Liga Portugal de Reinaldo Teixeira fez com que se 'estalasse a bomba' no universo desportivo, com acusações do Porto, em semana de Clássico, face a alegados negócios com Rui Costa, Presidente do Benfica, juntamente com o dirigente. Ora, em declarações, à Antena 1, Reinaldo Teixeira desvalorizou esta polémica.


"Se houvesse conflito de interesses, as regras da Liga tinham detetado e não me tinham aceite como coordenador", considerou Reinaldo Teixeira, abordando, assim, a polémica com o líder máximo do Benfica, em declarações à rádio portuguesa, Antena 1. 


Reinaldo Teixeira: Se houvesse conflito de interesses, as regras da Liga tinham detetado e não me tinham aceite como coordenador


"Estou lá há 29 anos, sendo escrutinado por todos os outros, e, se lá continuei, é porque cumpro e respeito as regras e regulamentos que a Liga implementou. Se assim não fosse, não estaria lá. E não é há 29 dias, é há 29 anos", acrescentou, ainda, o candidato à presidência da Liga Portugal, cargo deixado por Pedro Proença, quando assumiu a liderança da Federação Portuguesa de Futebol

Importante referir que, Pedro Proença também está a enfrentar uma polémica no mundo do futebol com Fernando Gomes, antigo líder da FPF. Os dois dirigentes portugueses, ao que tudo indica, estão de costas voltadas desde que o último deixou a presidência da Federação para dar lugar ao antigo árbitro.


Além disso, recorde-se que, a polémica com Reinaldo Teixeira ganhou força quando o Porto, com André Villas Boas à cabeça, atacou Rui Costa com um comunicado. O Benfica não hesitou em responder aos dragões, defendendo com 'unhas e dentes' o Presidente encarnado, lançando uma nota oficial em forma de comunicado, dando início a esta 'luta' entre os eternos rivais em vésperas do Clássico da jornada 28 do Campeonato Nacional.


Clube

Exclusivo Glorioso 1904 - Venda de João Neves? Mauro Xavier tem certeza: "Rui Costa não..."

Gestor e conhecido Sócio do Benfica esteve à conversa com o nosso Jornal, onde abordou o plano desportivo e financeiro do Clube da Luz

Mauro Xavier concedeu uma entrevista em exclusivo com o Glorioso 1904 e falou sobre a venda de João Neves, com uma certeza à mistura
Mauro Xavier concedeu uma entrevista em exclusivo com o Glorioso 1904 e falou sobre a venda de João Neves, com uma certeza à mistura

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Em conversa exclusiva com o Glorioso 1904, Mauro Xavier abordou um pouco do universo desportivo e financeiro do Benfica. O Sócio do Clube defendeu um novo modelo para os direitos televisivos e, também, um molde distinto para as competições portuguesa, de forma a mudar a competitividade do futebol luso. Além disso, Mauro Xavier deixou uma certeza que envolve a venda de João Neves, no verão de 2024.


Glorioso 1904 (G). Como analisa o atual momento desportivo do Benfica?


Mauro Xavier (MX). Tem sido um campeonato muito atípico. Parecia que o mundo tinha acabado na terceira ou a quarta jornada, em que o Benfica esteve afastado. Chegamos a estar a 6, quase 7 pontos. Chegamos a entrar em campo com 11 de atraso no momento em que o Sporting esteve num pico de forma. Mudámos de treinador, chegamos a dezembro em primeiro e, de repente, no espaço de uma semana, passamos de primeiro para estar novamente a 6 pontos. Temos tido aqui ataques cardíacos consistentemente e espero que amanhã se recupere o primeiro lugar e se continue a depender de nós. Só estamos a depender de nós numa época em que se chega a abri-lo e que se está a depender dele próprio independentemente dos méritos e deméritos que aconteceram, leva-nos a sonhar. E o direito a sonhar é aquilo que nós gostamos mais. Eu continuo com o direito a sonhar de poder ir à final da Taça de Portugal. Temos umas meias de finais pela frente e temos o direito a sonhar com o Mundial de Clubes. Competição nova, que eu espero que o Benfica possa levantar bem alto o seu emblema e a sua bandeira e que possa estar. Esse é o objetivo de cada adepto. Não é discutir se foi mal planeada ou menos bem planeada. Neste momento estamos todos dentro de um barco, garantir que eles chegavam a um porto. Quando chegarmos ao lado de lá, veremos onde chegamos.


G. Uma das ideias que tem defendido é a manutenção dos jovens da formação pelo menos durante 3 anos na equipa principal. Acredita que é possível segurar jogadores como João Neves mais do que uma temporada?

MX. Acredito piamente nisso e acredito por duas razões, ou seja, eu gosto sempre de explicar. Não é que seja mais imune à venda ou menos imune à venda. O Benfica tem que vender, isso é uma matéria objetiva, mas o Benfica, em primeiro lugar, tem que vender não para pagar as contas do dia-a-dia, mas deve ter que vender para investir e modernizar o clube. E essa é uma grande diferença do ter que vender. Primeira coisa é, tem que vender? Tem. A segunda é, quanto? Portanto, aquilo eu acredito é que o quando é que é um bocadinho diferente do modelo dos últimos anos que nós temos vindo a ver.


Só para se ter noção, em média, passam mil jogadores pelo Seixal por cada fornada de idade. Ou seja, imagine-se, começam a ser vistos mil, chegam duas a três equipas em idade de 17, 18 anos para poderem ver. Portanto, são reduzidos para 60, 70 jogadores e desses dois, três no máximo entram no plantel principal. Aquilo que eu digo é que deve haver uma época de descoberta, uma época de afirmação e uma época de consagração. E porquê que eu falo em três épocas e não cinco, ou dez? Porque estes jogadores com 18 anos, quando entram na equipa principal, até antes de serem conhecidos, eles fazem um contrato do Benfica de cinco anos. O Benfica sabe como qualquer outro clube, que chegando ao terceiro ano de um contrato, se o jogador não renovar, a probabilidade do seu valor começar a descer é grande, porque ele pode sair a custo dele em breve. Portanto, nós temos que o vender no pico da sua valorização. E por isso é que eu digo que desse lado devem ser estas três épocas o momento ótimo para o fazer. Porque, quer se queira, quer não, há muito poucos jogadores no mundo que lhes foi paga a sua cláusula. E um deles não foi o João Félix. O último jogador português que pagaram a sua cláusula chama-se Luís Figo, que foi pago em pesetas pelo próprio depositado em conta. Isso é que significa ao clube não querer vender e ser acionada a sua cláusula, seja ela qual for. Porque a cláusula é uma vontade entre as duas partes. O Benfica não pode dizer que quer 500 milhões de cláusula, se outra pessoa não quiser acionar. Não há cláusula. E existe a boa regra entre pessoas de dizer que se a tua cláusula é de 50 milhões e se alguém trouxer 50 milhões eu considero aceito, que é diferente de pagar a cláusula. É um pormenor diferente de pagar a cláusula, porque pagar a cláusula implicava o clube para onde o jogador fosse a receber desse clube pagar impostos e o próprio jogador ir pagar a sua rescisão contratual e não é isso que acontece.

Mauro Xavier: Estou perfeitamente convencido se Marcos Leonardo e Neres já tivessem sido vendidos nessa altura do mercado, que Rui Costa não tinha vendido o João Neves

Acho que se o Benfica tiver um bocadinho de folga financeira e ser muito claro do ponto de vista estratégico ao dizer: meus caros, nós apostamos na vossa formação nós e não vamos deixar a não ser que seja pela cláusula efetiva, nós estamos bem financeiramente. Estou perfeitamente convencido se Marcos Leonardo e Neres já tivessem sido vendidos nessa altura do mercado, que Rui Costa não tinha vendido o João Neves. O problema é que o mercado pelas questões que sabemos arrancou muito tarde, ao arrancar muito tarde não foi um mercado que se mexeu com as propostas que se estavam à espera inclusivamente nesse momento e acho que se tomou uma decisão mais com a carteira do que com a cabeça e ficámos todos com o coração a chorar.

Acho que é isso que tem que haver com os tais princípios orientadores que obrigam a pensar no futuro mas, para os jogadores saberem que isso vai acontecer, o Benfica deve-lhes dar também um contrato assinado pelo Benfica a dizer que aceitam o seu regresso, desde que em boas condições físicas aprovadas pelo departamento clínico entre os 29 e 32 anos. Aquilo que estamos a dizer aos jogadores é aos 18, 19 e 20 anos estão no Clube, lutam pelo Clube, ganham pelo Clube, vão ganhar a vida durante 10 anos, podem regressar e queremos a experiência outra vez para um contrato de 3 ou 4 anos para o final. Porquê? Para em vez de aproveitamos 6 meses, passamos a aproveitar 6 anos. 3 no início, 3 à frente. Aproveitar o verdadeiro ouro que temos que é a Academia do Seixal, que muito bom resultado tem dado no passado

Volto a dizer isto só é possível se as despesas da operação do Benfica forem iguais às receitas da operação. Ou estão desbalançadas e obriga a ter que vender jogadores. Acho que temos que atacar muito rapidamente o primeiro ponto e depois mudar a estratégia para permitir que a venda dos jogadores seja para investir em infraestruturas.

G.E relativamente aos direitos televisivos, qual é o modelo que defende?

MX. Temos tido aqui uma vertente mais ou menos histórica. Antes de chegar aqui ao modelo dos direitos televisivos, gosto sempre de olharmos para trás, ou seja, o futebol em Portugal durante muito tempo era o feito em canal aberto, com base em receitas de publicidade. Os clubes começaram a não ter receitas e venderam a um player chamado Sport TV, que oportunamente viu que conseguia comprar aqui uns direitos televisivos bastante baratos, durante um período de tempo longo em troca de dinheiro imediatamente. Criou um monopólio, foi transmitido em canal pago, introduziu-se a componente de canal pago em Portugal e o Benfica foi a entidade que desbloqueou isso com a BTV. Nós chegamos a ter 300 mil subscritores, chegamos a transmitir a Liga Inglesa, entre outras. Foi aqui um bocadinho de história

Depois no momento em que a NOS e a MEO se separaram, houve uma corrida aos direitos, Há 10 anos atrás, as pessoas já não se lembram muito bem, mas apareceu um novo operador em Portugal e esse novo operador tentou comprar diretamente, depois perceberam todos que um tinha 6 jogos de um, 6 jogos de outro, que era mais fácil voltar a juntá-los de onde tinham sido originalmente, que era dentro da Sport TV, e depois tinham um produto da Benfica TV e transmiti-los na mesma versão paga. Isto é aqui um bocadinho de história para se perceber o que é que se chegou.

Só há uma entidade que tem interesse em comercializar direitos televisivos que são os operadores de comunicação. Se os operadores de comunicação tiverem um canal e agirem em monopólio, os direitos vão sempre cair. Portanto, o modelo que defendo é que em primeiro lugar a BTV, porque faltam dois anos para a centralização e depois a Liga TV, ou como se chame esse novo momento onde estão centralizados, possa estar disponível num único operador, mas em sinal aberto. Ou seja, é um canal de um operador não pago. E nesse concurso, que seria um concurso por 24 meses, que é o tempo da fidelização, o operador não poderia subir o preço daquele pacote. Portanto, vamos dizer hoje, os pacotes clássicos de 29,99 ou 34,99 seria o limite máximo. E quem quiser futebol, subscreve esse operador.

Quem não quiser futebol, vai para os outros operadores. Mas isto significa que estes operadores passariam a ter um impacto em ter o produto de futebol ou não ter o produto de futebol. E é sobre esse custo de aquisição dos clientes. Dar um exemplo aqui em Espanha, não há uma penetração de cabo como nós temos em Portugal. Nós em Portugal temos mais de 95% dos lares com cabo penetrado, com o triple play. Em Espanha este número não chega a 40. Portanto, os operadores financiam a novos clientes que não tenham cabo. Nós aqui, se queremos ganhar mais receitas, vamos ter que financiar, ou que o produto seja diferenciador, para clientar, trocar o operador de cabo pelo A ou pelo B. Se fizermos um leilão nessas condições, as receitas vão subir. Se não fizermos um leilão nessas condições, todos os outros modelos vão dar menos receitas do que aconteceu há 10 anos atrás, porque o de há 10 anos atrás foi entre concorrência, direto entre operadores. Portanto, se os operadores não concorrerem, todos têm interesse em que aquilo custe o mínimo possível. E depois não querem saber se há pirataria, não querem saber nada porque não perderam clientes, aquilo não é só um custo de operação que tem. E esse é o modelo que defendo. É o modelo de um leilão rápido entre os três operadores, BTV em canal aberto, não pago, combate à pirataria, depois cabe ao operador explora as receitas comercialmente, atrair mais clientes e explorar o espaço de publicidade.

G. Defende uma remodelação dos quadros competitivos?

MX. Acho essencial. Portugal tem perdido alguma competitividade na Europa. Temos visto que não estamos em condições de competir. Temos visto as lesões nos plantéis de todos. Nós não conseguimos ter plantéis muito grandes e muito densos com a mesma qualidade. Hoje fazemos 34 jogos, mais aquilo que é componente da Taça da Liga, mais Taça de Portugal. A Liga dos Campeões acabou de subir de 6 jogos para 8. Dar aqui o exemplo, a Liga dos Campeões já se reinventou 3 vezes, sendo que era um modelo tipo Taça de Portugal, depois modelo de grupos e agora um modelo de Liga. Tem 8 jogos na fase de grupos e o normal a acontecer nas equipas portuguesas é irem ao playoff. Portanto, não são 8, passam a 10. São mais 4 jogos do que tinham antes. Acho que é essencial reinventarmos isto. Mas também sei que nenhum clube vai votar para que haja menos clubes na Primeira Liga. Porque isso é contra a natura, é contra a senso. Ninguém vai votar contra ele próprio.

Mauro Xavier: Defendo adicionalmente o fim da Taça da Liga porque não é uma tradição portuguesa

E as televisões também não vão comprar menos minutos de transmissão televisiva. Também ninguém vai comprar menos do que o que tem. Aquilo que defendo é que a Primeira Liga passa a existir num modelo misto. 18 equipas na mesma, uma primeira volta do campeonato, ou um primeiro momento do campeonato, onde as 18 equipas jogam todas contra todas, mas não em casa e fora. Só a uma mão. São 17 jogos. Portanto, é equivalente à primeira volta do campeonato. Há um sorteio, umas vezes joga-se em casa, outras joga-se fora, mas não se joga com a mesma equipa em casa e fora. É só uma volta. 17 jogos. E depois, as oito melhores equipas, quem ficar classificado nos primeiros 8 jogos vai para um lado da tabela, quem ficar do nono ao 18º fica oito. Portanto, temos uma pole com 10 e uma pole com 8. Isto permite o quê? Que os oito primeiros classificados só façam 31 jogos, menos três do que o atual. O que é que ainda é de melhor deste ponto? É que passa por um lado a haver três Benfica - Sporting e três Benfica- Porto, porque depois a seguir têm a segunda volta a duas mãos. Portanto, são feitos mais que 14 jogos, ou seja, 17 da primeira volta e 14 da outra, que são sete de cada uma da mão. Permite-nos, quando estamos na Europa, poder rodar em Portugal e jogar na Europa, porque só precisam de ficar nos oito primeiros, depois volta a zero e depois uma segunda fase do campeonato, só com oito equipas para discutir o campeonato e com dez equipas para discutir quem é que não desce. Eu acho que isto permite muito mais competitividade e muito mais atratividade do ponto de vista de receitas e de mobilização e esse é um modelo que defendo e que acho que é muito importante juntar as pessoas porque melhora o produto, reduz o número de jogos e permite maior competitividade e, portanto, eu acho que consegue juntar todas ao mesmo tempo.

Defendo adicionalmente o fim da Taça da Liga porque não é uma tradição portuguesa e que a Supertaça passe a ser uma espécie de Final Four da Supertaça que o possa trazer dessa maneira porque eu acho que isso acrescentava muito valor ao produto num momento em que a pré-época precisa de jogos e não num momento em que na época em janeiro que estamos aterrados de jogos até cima.


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