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04 Mai 2026 | 13:14
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04 Abr 2026 | 11:19 |
José Mourinho regressou à sala de imprensa, após o fim da última pausa internacional. No lançamento da partida entre o Benfica e o Casa Pia, a contar para a 28.ª jornada da Liga Portugal Betclic, o treinador de 63 anos respondeu às questões dos jornalistas, tecendo alguns comentários sobre os atletas nas seleções, a "guerra aberta" entre Porto e Sporting, tal como a continuidade de Nicolás Otamendi. Confira tudo o que foi dito pelo Special One.
Como estão os jogadores que estiveram ao serviço das seleções? Antevisão ao jogo com o Casa Pia...
"Dos jogadores que vieram das seleções, só o Barreiro é que vem com um problema. Neste momento ainda não posso confirmar se pode jogar na 2.ª feira ou não. O motivo pelo qual fizemos a conferência agora não é para fugir a nenhuma pergunta desse tipo, é simplesmente pensando que amanhã trabalhamos, mas muitos de vocês provavelmente não. O Barreiro, desde que voltou, ainda não treinou. Vai hoje ao campo a primeira vez e obviamente condicionado. E amanhã, depois do treino, decidiremos se está em condições. O Casa Pia tem recuperado muito bem desde que o novo mister chegou. Tem uma identidade de jogo muito própria, capaz de criar dificuldades às equipas mais fortes. Mesmo antes da sua chegada, bem sei que de uma maneira estranha, como tantas coisas estranhas têm acontecido neste campeonato desde o início, não só ultimamente, o Casa Pia conseguiu tirar-nos pontos apesar de ter sido um jogo com coisas estranhas. E obviamente que na sua casa, ainda que emprestada, vão seguramente lutar muito pelo ponto, diria, mas pelas suas caraterísticas e maneira como jogam, até pelos pontos. São capazes de entregar o domínio do jogo ao adversário e depois punir. Por isso, esperamos um jogo difícil. Mas, mais uma vez, vamos tentar ganhar".
Opinião sobre o que está a acontecer entre Sporting e FC Porto. De que forma considera que o Benfica pode beneficiar disso?
"O Benfica beneficiar? Desde o início da época já viu o Benfica beneficiar de alguma coisa? Eu ainda não vi. Às vezes oiço falar nas lufadas de ar fresco e estava-me a preparar para tentar, num aspeto, poder ser uma lufada de ar fresco. Que era a minha equipa ganhar com erros arbitrais e eu sair e dizer 'ganhámos 3 pontos'. Mas erros a nosso favor? Ainda não aconteceu. E espero que não aconteça. Mas se eventualmente acontecer, deixo o desafio. E aí vou sair e dizer que o Benfica foi beneficiado. Mas até agora não consigo entender em quê. Essa situação entre os dois presidentes de Sporting e FC Porto... Já disse há um par de semanas que situações entre presidentes sou um mero espectador. Entre treinadores sim, entre presidentes não".
Após o Sporting-Santa Clara, o Benfica lançou uma publicação a falar sobre a arbitragem. Concorda com a frase 'Já nem há vergonha'?
"Num mundo de puxa-sacos também vou ser. Vou dizer que estou 100% de acordo com o meu presidente, que é o que os outros fazem".
Benfica perdeu o último jogo para o campeonato precisamente frente ao Casa Pia. Este fator invencibilidade desta época será um fator de motivação ou pressão extra?
"Esse fator é orgulho. E significa, ou tem significado, o caráter de uma equipa que tenta respeitar a história, o sofrimento inerente aos maus resultados que qualquer adepto sente, e mesmo em situações limite temos lutado sempre para conseguir bons resultados. E às vezes o empate acaba por ser um mal menor. Se me perguntar se preferia ter duas derrotas em vez de oito empates, obviamente. Ainda que, inerente às derrotas, e principalmente quando acontecem em jogos que não se esperam, seja um bocadinho o nosso orgulho. Claro que jogamos para ganhar e, qualquer empate que se consiga, acaba por não ser um bom resultado. Mesmo com o FC Porto e com o Sporting, e até com o Sp. Braga, equipas de topo, os empates não considerámos como bons resultados. Imagine os que tivemos com Santa Clara, Casa Pia... O objetivo não é esse. Mas não temos perdido até agora e isso significa qualquer coisa em termos da nossa qualidade e profissionalismo, bem como respeito pelo Benfica".
Otamendi não garantiu se ficava no Benfica ou não. Enquanto treinador, acha que é a altura certa para o deixar sair? Aursnes está recuperado?
"Não, Aursnes não está recuperado. O 'se' não existe. Ou [Otamendi] sai ou não sai. E neste momento isso não existe. É uma coisa que está mais nas mãos do jogador do que propriamente do Benfica. E se o Benfica estará preparado para a saída de um jogador como o Otamendi? Estará no sentido em que tem dois grandes centrais, o António e o Tomás, jovens, jogadores de Seleção, com muita experiência de Benfica, com braçadeira de capitão quando não estão os outros, e são dois jogadores nos quais tenho a maior confiança. Se na próxima época não houver Otamendi, António e Tomás dão garantias. Mas obviamente que o Benfica teria de ir ao mercado para colmatar a saída de um jogador com a capacidade, experiência e liderança do Otamendi".
Hjulmand comentou as suas palavras... Como olha para os mais recentes casos de arbitragem?
"Relativamente ao Hjulmand, as declarações que ele fez foram extremamente educadas, não há nenhum problema pessoal. Mas de facto é um caso a pensar muito relativamente aos próximos jogadores estrangeiros que possam entrar no Benfica na próxima época. Porque, normalmente, quando um jogador chega a um país estrangeiro e quer aprender a língua, o idioma, e isso é uma coisa que nós enquanto portugueses elogiamos... Foi uma coisa com a qual me preocupei sempre quando fui treinador no estrangeiro, mas os objetivos normalmente são uma maior integração social num novo país, fazermos melhor o nosso trabalho no relacionamento com os nossos colegas. Uma melhor comunicação não só com a população do país, mas também da nossa 'cor'. Mas o motivo pelo qual queremos aprender um idioma é para comunicarmos melhor com os árbitros... É verdadeiramente fantástico e uma coisa que, se calhar quando os jogadores do Benfica cá chegarem na próxima época, será essa a nossa motivação para os tentar forçar a aprender português rapidamente. Acho que é uma situação fantástica. Casos de arbitragem? Hoje por acaso cheguei aqui e, como sempre, só há um que chega antes de mim, que é o Gonçalo. E vi a primeira página dos dois jornais mais tradicionais e históricos do desporto português, e quando vi a primeira página pensei 'não se passa nada'. Páginas lindíssimas com um miúdo que jogou, foi aniversariante e fez golo, mas fazem com que quem não tenha visto o jogo pense que não aconteceu nada. E é nesta base do 'parece que não acontece nada' que já vimos desde o início da época. E esse é que é o problema. Esquecemo-nos do jogo do Nacional, em Famalicão em Alvalade, de muita coisa que vem do princípio da época. Não sei muito bem o que lhe deva dizer, mas focando-me só - e tão só - para não ir mais longe, em três jogos com o Santa Clara... Está tudo aí".
Rui Borges disse que se calhar era preciso crescer um bocadinho para o futebol português melhorar. Concorda? Conta ficar com António Silva e Otamendi?
"Claro [em relação à segunda pergunta]. Têm contrato, são os dois importantes para o Benfica. Eu, enquanto treinador e não enquanto gestor, obviamente que quero ter os melhores jogadores possíveis. Gostava que ficassem os dois, obviamente que sim. O presidente sabe, o diretor Mário Branco também sabe, mas sei em que ano estou. Não estou em 1960 ou 1980. Sei o ano em que estou, sei o que são mercados, financial fairplays, todas as situações do futebol atual. E como treinador, não me posso fechar numa zona que é a minha e não compreender outras que não são minhas diretamente. Se eventualmente chegarmos a uma situação em que o Benfica tenha de, ou queira vender um jogador dos quais considero importantes na continuidade, não será um drama. Terei obviamente de aceitar e depois tentar organizar-me de outra maneira. Mas se gostava de ficar com eles, sim. Em relação ao futebol português... O Rui é muito inteligente. Mais do que aquilo que as pessoas pensam".
Renovação do Daniel Banjaqui. Trata-se de uma posição onde o Benfica está bem servido, com Dedic e Bah. Para si, também acaba por ser um desafio gerir a utilização destes três jogadores?
"Fácil de gerir. Difícil é quando não os temos. E se você reparar, neste momento, porque eu considero tanto o Banjaqui como o Neto jogadores de primeira equipa, temos cinco laterais para duas posições. De um modo muito objetivo. Um deles tem 17 anos, o outro tem 18 recém-celebrados. Temos três homens e dois miúdos. Dois miúdos de grande potencial. Não fui eu que os desenvolvi, mas fui eu que lhes dei a confiança de. Ter estes cinco jogadores, dos quais três são homens e dois são miúdos de enorme potencial, não é um problema, é um privilégio. E em condições normais - lá está, há sempre anormalidades que podem acontecer nos mercados atuais -, se perguntar ao treinador e este for só treinador, acho que é a situações ideal para o Benfica na próxima época. Os miúdos cada vez menos vão sendo miúdos e cada vez mais vão sendo homens. E eventualmente, no final da próxima época, o Benfica possa olhar de maneira diferente para esse grupo de cinco jogadores".
Conhecido adepto do Clube da Luz teceu comentários sobre polémico encontro das águias frente ao Famalicão, no último sábado, 2 de maio
05 Mai 2026 | 03:00 |
Rui Costa devia ter sido mais duro nas suas declarações sobre a arbitragem no Famalicão - Benfica, segundo Nuno Campilho. Neste Exclusivo Glorioso, o conhecido adepto encarnado além de ter feito comentários sobre as incidências do encontro de sábado, falou acerca da próxima jornada contra o Braga.
N. Campilho: "Exibição fantástica até ao momento da expulsão do Otamendi"
Partida com o Famalicão? "Exibição fantástica até ao momento da expulsão do Otamendi. Depois disso e como o Mourinho chegou, em tempos, a dizer, após o jogo que o Benfica fez com o Porto, no Dragão, na primeira volta, não deu para mais", começou por dizer, em entrevista ao nosso jornal.
A exibição de Gustavo Correia foi bastante criticada pelo Benfica, e Nuno Campilho não tem dúvidas que o penálti não assinalado na primeira parte influenciou no resultado final. "Foi só isso, mesmo. Sem prejuízo da mais-valia que o Famalicão tem sido, e até por isso, acabou por ser totalmente dominado durante a 1.ª parte, pelo que foi a (não) atuação do árbitro (e do VAR) a ter decisiva influência no resultado", explicou.
N. Campilho: "Rui Costa podia ter sido mais agressivo"
Rui Costa, após o duelo da 32ª jornada da Liga, fez duros julgamentos à arbitragem da partida. Porém, o adepto encarnado acredita que o líder das águias podia ter sido mais severo, mas entende a sua posição. " O registo do presidente Rui Costa é aquele, pelo que eu não o posso condenar por ser aquilo que é, até pela dificuldade que seria ser algo diferente, por atentar contra os seus princípios e parecer desajustado. Quando aquilo que dizemos (por muita razão e lógica que nos assista) não corresponde ao que somos, mais tarde ou mais cedo acaba por aportar défice de contexto, conteúdo e, acima de tudo, genuinidade. Podia e era compreensível e merecido que fosse mais agressivo, mas, face ao que atrás expus, justifica-se.
Para finalizar, falou-se do próximo encontro com o Braga. Nuno Campilho tem a perceção que vai ser um jogo difícil, mas que a equipa orientada por José Mourinho tem todas as condições para ganhar. "Espero um jogo muito competitivo, frente a uma das equipas que mais tem crescido nos últimos anos, em Portugal, ao ponto de se afirmar, com toda a justiça, como o "quarto grande". Para além do mais, está, de forma merecida, a disputar o acesso à fina da Liga Europa, tem um plantel diversificado e com muita qualidade e é muito bem treinado. No entanto, como afirmou Mourinho na antevisão do jogo com o Famalicão, dizendo que preferia estar pressionado para conquistar os 9 pontos nos três jogos que faltavam, agora que voltou a ter essa pressão para conquistar os 6 pontos ainda em disputa, isso deixa-me tranquilo em relação à performance da equipa e, também, à forma como a equipa técnica se encontra a preparar este jogo", concluiu.
Futuro de atleta das águias está praticamente definido e há movimentações discretas que apontam para um cenário inevitável
04 Mai 2026 | 17:47 |
Henrique Araújo prepara-se para deixar o Benfica no próximo mercado de verão, após vários anos ligado ao Clube e sem conseguir afirmar-se na equipa principal. O ponta de lança, de 24 anos, entra no último ano de contrato e a saída surge como a solução mais lógica para ambas as partes.
Sem espaço nas opções de José Mourinho e com uma utilização muito reduzida ao longo da temporada, o internacional jovem português soma apenas cinco jogos e 48 minutos na Liga, números que refletem a falta de protagonismo na Luz.
Perante este cenário, segundo o jornal A BOLA, a SAD encarnada já definiu uma estratégia para minimizar perdas, passando por libertar o jogador, mas mantendo uma percentagem do passe ou de uma futura mais-valia, garantindo assim possíveis ganhos a médio prazo.
Henrique Araújo, que chegou ao Benfica em 2018 proveniente do Marítimo, teve passagens por empréstimo no Watford e no Famalicão, antes de recuperar algum destaque ao serviço do Arouca. Ainda assim, nunca conseguiu consolidar-se de forma consistente na equipa principal encarnada.
Com proposta já em cima da mesa, tanto de Portugal como do estrangeiro, o desfecho parece traçado: Dianteiro - que tomou a decisão de jogar na equipa B no inverno - e Clube querem evitar repetir o cenário do inverno e procuram uma saída que satisfaça todos, antes que o avançado possa sair a custo zero em 2027.
Em declarações à imprensa internacional, comunicador contou algumas informações que lhe foram confidenciadas pelo círculo próximo do atleta
04 Mai 2026 | 16:31 |
Georgiy Sudakov tem vivido um ano muito difícil desde que chegou ao Benfica. Entre uma adaptação que teima em acontecer, lesões, falta de minutos e o facto de a sua família estar na Ucrânia, tudo isso tem um impacto negativo no atleta. Nos últimos dias, uma fonte revelou, em conversa com o círculo próximo do camisola 10, que o mesmo está "cansado do futebol".
Mykhailo Spivakovsky: "Sudakov disse ao seu círculo de confiança que está esgotado e cansado do futebol"
"Fizeram-me uma revelação chocante. Sudakov disse ao seu círculo de confiança que está esgotado e cansado do futebol; disse que já não sente prazer em dedicar-se à causa de toda a sua vida...", começou por dizer o jornalista ucraniano, revelando alguns detalhes numa conversa concedida ao canal de YouTube TaToTake.
"Habituou-se ao sucesso, ao triunfo, a que todos o amassem, a que todos o tratassem como se fosse uma celebridade, a que o levassem nos braços e lhe fizessem várias homenagens", continuou Mykhailo Spivakovsky, à conversa com a mesma fonte, explicando alguns dos motivos por detrás deste estado de espírito de Sudakov.
Mykhailo Spivakovsky: "Agora, quando se depara com um ambiente mais hostil, onde há concorrência, onde podem colocá-lo no banco..."
"Mentalmente estaria preparado para tudo isto. Agora, quando se depara com um ambiente mais hostil, onde há concorrência, onde podem colocá-lo no banco... Consegues imaginar alguém colocar Sudakov no banco no Shakhtar [Donetsk]?", acrescentou o jornalista, que esteve em contacto com o círculo próximo do atleta do Benfica.
"Isto é novo para ele, são novos desafios e nem tudo lhe está a correr como gostaria. Tudo isto mexe com o psicológico", concluiu Mykhailo Spivakovsky, revelando o estado psicológico do futebolista. Recorde-se que Sudakov continua a trabalhar para merecer as oportunidades, porém, não tem sido fácil para o internacional ucraniano.