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Liga dos Campeões? Nuno Catarino admite cenário complicado para o Benfica: "Ajustamentos"

Em entrevista à televisão oficial dos encarnados, CFO das águias foi pragmático sobre a realidade desportiva, contudo, apontou que plantel pode ter sucesso

Em entrevista à BTV, Nuno Catarino admitiu cenário complicado caso o Benfica falhe a Liga dos Campeões. Fotografia: SL Benfica
Em entrevista à BTV, Nuno Catarino admitiu cenário complicado caso o Benfica falhe a Liga dos Campeões. Fotografia: SL Benfica

11 Abr 2026 | 10:56 |

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Nuno Catarino admitiu que o Benfica pode vir a fazer "ajustes" caso não se qualifique para a próxima edição da Liga dos Campeões. No entanto, enquanto esclarecia todos os pormenores sobre os lucros apresentados pelas águias, o CFO da SAD encarnada reiterou que ainda acredita na presença do Glorioso na edição 2026/27 da prova milionária.


Nuno Catarino: "Tem de se fazer os ajustamentos necessários para garantir o equilíbrio económico-financeiro e desportivo do Benfica"


"Para já, o cenário, obviamente, é de chegarmos à Liga dos Campeões. Esse é o cenário central e é sempre para isso que trabalhamos", começou por dizer Nuno Catarino, em declarações à BTV, quando questionado sobre a possível ausência das águias da próxima edição da prova milionária da UEFA.


"Nalguma eventualidade, eu acredito, muito remota, de ser algo diferente – também já aconteceu no Benfica no passado e acontece em muitos outros clubes –, tem de se fazer os ajustamentos necessários para garantir o equilíbrio económico-financeiro e desportivo do Benfica. Mas estaremos cá para fazer esse trabalho", admitiu o CFO do Clube da Luz.

Nuno Catarino: "Temos de olhar sempre para a dívida versus o dinheiro que temos em disponibilidade"


"Esta operação enquadra-se naquilo que é a estratégia de financiamento da SAD. Até há bem pouco tempo, a SAD tinha feito recorrentemente empréstimos anuais de três anos, ou seja, três linhas que renovavam todos os anos, porque o prazo é de três anos. Nós alterámos a estratégia no ano passado, fizemos aqui um alongamento de prazos. No ano passado, fizemos uma emissão de quatro anos e, neste ano, estamos a fazer uma emissão de cinco anos", contou o dirigente, ao falar do novo empréstimo obrigacionista.

"Estou a falar de dívida líquida, porque agora fazemos uma emissão, temporariamente sobe a dívida bruta e, daqui a um mês, reduz a dívida bruta outra vez. Temos de olhar sempre para a dívida versus o dinheiro que temos em disponibilidade", concluiu Nuno Catarino, CFO do Benfica, ao esclarecer a situação da dívida das águias.


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Autor do novo hino do Benfica foi preso

Artista foi detido pela PSP na sequência da operação KickOff devido a incidentes ocorridos após uma partida entre as águias e o Sporting

Kiari Flores foi detido pela PSP em sequência a operação KickOff, após incidentes em jogo entre Benfica e Sporting
Kiari Flores foi detido pela PSP em sequência a operação KickOff, após incidentes em jogo entre Benfica e Sporting

10 Jul 2026 | 17:37 |

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Kiari Flores, um dos autores do novo hino do Benfica apresentado em abril na Benfica FM, foi detido pela PSP no âmbito da operação 'KickOff', que investiga os incidentes ocorridos a 19 de fevereiro nas imediações do Pavilhão João Rocha, antes do dérbi de futsal entre Sporting e Benfica.


O jovem cantor, que compôs o tema em conjunto com o pai, o músico Paulo Flores, integra o grupo de 10 membros dos No Name Boys detidos esta semana pelas autoridades. Os suspeitos já tinham sido identificados e detidos na sequência dos confrontos registados em fevereiro, mas acabaram libertados pelo tribunal no dia seguinte.


Segundo explicou o comissário Tiago Costa, da PSP de Lisboa, a operação pretende assinalar o arranque da nova temporada desportiva com uma mensagem de tolerância zero para a violência: "A operação KickOff serve para dar o pontapé de saída da nova época desportiva, com uma mensagem clara: a violência não tem lugar nos nossos recintos desportivos."


O responsável revelou ainda que a investigação permitiu recolher novos indícios relativamente à atuação de dez dos suspeitos inicialmente detidos: "Na sequência da investigação, apercebemo-nos de que dez desses adeptos tinham cometido condutas muito mais gravosas do que aquelas que tínhamos pensado. Estamos a falar de uma tentativa de homicídio, pontapés na cabeça de uma vítima que estava indefesa no chão, agressões com barras de ferro, tochas deflagradas junto ao corpo desta vítima.”

Os 10 arguidos agora detidos já estavam referenciados pelas autoridades por alegado envolvimento noutros episódios de violência entre claques. Apesar disso, não possuem qualquer condenação transitada em julgado. Os incidentes ocorreram nas imediações do Pavilhão João Rocha, quando dezenas de adeptos do Benfica terão lançado tochas e outro material pirotécnico na direção da zona conhecida como "Casinha", sede da claque Juventude Leonina. No final da operação policial, foram detidas 125 pessoas: 64 adeptos do Benfica e 61 do Sporting.



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Benfica District causa polémica; Sócios avançam para tribunal

Projeto causa divisão e associados querem anulação da AG que votou a aprovação, já que consideram que Estatuto do Clube foi violado pela Mesa

Seis sócios das águias querem anulação da votação da AG que aprovou o projeto do Benfica District em janeiro de 2026
Seis sócios das águias querem anulação da votação da AG que aprovou o projeto do Benfica District em janeiro de 2026

04 Jul 2026 | 13:32 |

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Seis sócios do Benfica avançaram com uma ação judicial para pedir a anulação da deliberação aprovada na Assembleia Geral Extraordinária de 3 de janeiro de 2026, reunião em que os associados deram luz verde ao projeto Benfica District.


Os juristas Gonçalo Almeida Ribeiro, João Ferreira Leite, Pedro Cardigos, Cristina Santos Silva, João Marecos e Márcia Vala contestam a atuação da Mesa da Assembleia Geral (MAG), presidida por José Pereira da Costa, considerando que foram violadas as regras de funcionamento previstas nos Estatutos do clube.


Em comunicado, os autores da ação explicam os fundamentos da iniciativa: "Seis juristas e sócios do Sport Lisboa e Benfica intentaram ação judicial para anular a deliberação da Assembleia Geral Extraordinária de 3 de janeiro de 2026, por violação das regras de funcionamento da Assembleia Geral do Sport Lisboa e Benfica, consagradas nos Estatutos, pela qual é responsável a MAG."


A Assembleia Geral em questão foi dedicada à aprovação do projeto Benfica District, que recolheu 59,24% dos votos favoráveis dos sócios. Recorde-se que Gonçalo Almeida Ribeiro e João Ferreira Leite foram candidatos à presidência da Mesa da Assembleia Geral nas últimas eleições do Benfica, integrando, respetivamente, as listas de Noronha Lopes e do Movimento Servir o Benfica.

Segundo os autores da ação, três semanas antes da reunião magna foi enviada uma carta ao presidente da MAG com 12 perguntas relacionadas com a legalidade do modelo de participação e de votação previsto para a Assembleia. De acordo com o comunicado, esses pedidos de esclarecimento nunca obtiveram resposta. Os seis sócios criticam ainda a utilização de urnas eletrónicas e de uma aplicação móvel para votação, alegando que o sistema não oferecia garantias suficientes quanto à fiabilidade e ao controlo do exercício do direito de voto.



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Pedro Brinca aponta o dedo ao Benfica e deixa Rui Costa debaixo de fogo: "Caminho confortável"

Assembleia geral das águias continua a dar que falar e há uma análise que promete alimentar o debate entre os adeptos encarnados

Pedro Brinca, professor de economia, critica Rui Costa por não assumir verdadeiramente a responsabilidade pelos falhanços no Benfica
Pedro Brinca, professor de economia, critica Rui Costa por não assumir verdadeiramente a responsabilidade pelos falhanços no Benfica

29 Jun 2026 | 17:34 |

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A Assembleia geral do Benfica continua a motivar várias análises e, desta vez, foi Pedro Brinca, jornalista do Record, a deixar duras críticas à forma como Rui Costa abordou alguns dos principais problemas do Clube. O professor de economia considera que o presidente encarnado optou por um discurso que agradou aos sócios, mas evitou enfrentar questões estruturais.


P. Brinca: " O presidente escolheu o caminho confortável"


"Houve aplausos na assembleia geral quando Rui Costa prometeu 'tolerância zero' a Pedro Proença e ao Conselho de Arbitragem. Merecidos? Em parte. Mas fiquei com a sensação de que, em dois assuntos centrais, o presidente escolheu o caminho confortável: bater onde as palmas são fáceis e calar-se onde a mudança custaria", escreveu no seu texto de opinião ao jornal Record.


Na análise, Pedro Brinca defende que o verdadeiro problema está na organização do sistema. "Tudo legítimo. Só que é tudo dentro da mesma casa: queixar-se ao Conselho de Arbitragem, pedir contas ao Conselho de Arbitragem, prometer dureza com o Conselho de Arbitragem. O problema não é a malícia, é o desenho. Quem nomeia, avalia e pune os árbitros é a mesma Federação. É juiz e parte. 'Tolerância zero' contra um sistema que se julga a si próprio é energia gasta a empurrar uma parede. O que falta — uma avaliação independente, de fora — não saiu da boca do presidente. Ficou-se pela indignação que rende palmas e não muda nada", atira.

P. Brinca: "o treinador é o fusível: rebenta, troca-se e a corrente segue igual"


Outro dos temas abordados foi a instabilidade no comando técnico do Benfica. "Foram seis treinadores em cinco anos", recorda Pedro Brinca, acrescentando que "o treinador é o fusível: rebenta, troca-se e a corrente segue igual". O economista lembra ainda que foi o próprio Rui Costa quem admitiu que "não houve impacto das aquisições" e que o Benfica falhou "em muitas avaliações", sublinhando que "quem avalia, quem recruta, quem aprova as contratações não é o treinador. Mas, no fim de cada época, é o treinador quem paga a conta", pode ler-se.

Pedro Brinca terminou a análise deixando um forte reparo à estrutura encarnada e ao futuro de Marco Silva. "Numa organização sã, o falhanço repetido tem um dono com nome. No Benfica, não tem. Rui Costa assume 'completamente' a responsabilidade no abstrato e, no concreto, despacha-a para baixo. A culpa, no fim, morre solteira. Demite-se o técnico, mantém-se a estrutura, repete-se a época. Marco Silva merece melhor do que ser mais um fusível. E os sócios mereciam que a próxima época começasse não por outro 'não podemos falhar', mas por dizer, enfim, quem responde quando se falha", concluiu.


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