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Há novidades sobre a revisão dos Estatutos do Benfica, bem como as próximas eleições do Clube da Luz. Segundo informa, este domingo, o jornal português A Bola, o voto eletrónico, que surgiu durante a 'era' Luís Filipe Vieira, e a segunda volta eleitoral poderão estar "em risco".
"De acordo com informações apuradas por A BOLA, há já um esboço para a proposta de novos estatutos do Benfica e a discussão do Artigo 64.º, que diz respeito à organização dos atos eleitorais, terá sido uma das mais quentes", pode ler-se no diário acima mencionado.
A mesma fonte partilha a primeira proposta do Glorioso, em 2023, onde a Direção do Benfica previa a possibilidade de uma segunda volta. "Caso nenhuma lista tenha mais de metade dos votos validamente expressos, haverá uma segunda volta, entre as duas listas mais votadas, para apurar a vencedora, a realizar-se no prazo máximo de 15 dias", escreveram os encarnados.
Importa recordar que, na inauguração da Casa Benfica Genève, Rui Costa falou sobre a revisão dos Estatutos, garantindo que pretende um "Benfica ainda mais moderno" e que os Estatutos serão "fundamentais" para que tal aconteça.
"Outro desafio importante: fechar a revisão dos Estatutos. Pretendemos um Benfica ainda mais moderno e virado para os sócios e, por isso, vamos finalizar a mais democrática e participada revisão da história do Sport Lisboa e Benfica, que desejamos consensual, abrangente e ambiciosa. Estatutos que serão fundamentais para que o Benfica possa enfrentar um mundo em rápida mudança neste século XXI e não à imagem do Presidente A, B ou C. Um Benfica moderno e ganhador", afirmou o Presidente.
Dirigentes das águias enfrentam agora uma 'dor de cabeça' e em causa está a rescisão de contrato com a figura em questão
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A polémica que envolve Pedro Pichardo e o Benfica continua a dar que falar. Desta vez, veio a público a informação de que o atleta olímpico colocou o Clube em tribunal, avançando uma ação de arbitragem voluntária em matéria laboral, de acordo com as mais recentes informações.
A imprensa nacional garante que Pedro Pichardo apresentou esta ação no TAD, na última quarta-feira, 12 de março, indo 'contra' o Benfica de Rui Costa, que enfrenta agora mais uma dor de cabeça na justiça. Em causa está a rescisão de contrato, uma decisão anunciado no passado mês de janeiro, no dia 13. Desde aí, muitas acusações têm sido feitas, com a justiça envolvida no caso.
"Devido a divergências irreconciliáveis com o Sport Lisboa e Benfica, que inviabilizam a minha continuidade, decidi deixar de ser atleta do clube, conforme comuniquei hoje mesmo à entidade. O assunto está a ser levado às instâncias competentes, pelo que, a partir deste dia, não irei mais pronunciar-me sobre este tema, focando-me única e exclusivamente na vertente desportiva", foram as palavras no comunicado de Pedro Pichardo.
Face a esta nota, o Benfica, à data, lançou, também, um comunicado, revelando que o atleta olímpico havia sido notificado, dias antes, de um processo disciplinar com vista o despedimento. O Clube da Luz enumerou as razões, tendo destacado a falta de comparecimento de Pedro Pichardo aos "exames médicos para os quais estava convocado depois dos Jogos Olímpicos, bem como o facto de ter recusado a inscrição na plataforma de atletas, apesar de ter sido por diversas vezes solicitado para tal".
Ainda antes desta troca de comunicados, recorde-se que o campeão olímpico nos últimos Jogos Olímpicos, já por diversas vezes, tinha deixado várias críticas à Direção liderada por Rui Costa. "A minha decisão em relação ao futuro da minha carreira vai depender dessas reuniões, como já tinha dito antes. Aguardo as reuniões para juntos tentarmos encontrar uma solução e continuarmos a dar alegrias ao País, que é o mais importante", revelou o atleta após ter conquista a prata em Paris.
Durante o dia de ontem, 10 de março, cinco testemunhas foram ouvidas sobre o caso que envolve o Clube da Luz e Rui Pinto, no Juízo Central Criminal de Lisboa
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Todas as cinco testemunhas que foram ouvidas na nova sessão do processo tiveram, na altura em decorreram os crimes, ligações institucionais com o Benfica. Destacando dois nomes, o antigo diretor financeiro das águias, Miguel Moreira e o ex-diretor de comunicação, Luís Bernardo.
Na altura do seu depoimento, o antigo dirigente, responsável pelo departamento financeiro do Clube da Luz, revelou que os ataques informáticos foram prejudiciais. “Há todo um impacto reputacional e também económico em relação ao segredo de negócio. É uma vantagem competitiva que se perdia perante os nossos concorrentes. Há ainda um impacto pessoal, para a própria organização, com preocupações futuras informáticas ou jurídicas”, começou por dizer Miguel Moreira.
Já Luís Bernardo, antigo diretor de comunicação, recordou os tempos difíceis que os encarnados enfrentaram: “O Clube quase paralisou. Aqueles três primeiros meses foram muito difíceis. Foi criado uma espécie de 'gabinete de crise'. A própria direção paralisou. Tivemos um momento de choque e avaliação, que durou cerca de três meses”.
Sobre as medidas tomadas depois dos ataques informáticos, o ex-diretor de comunicação revelou que o Benfica teve de fazer certas mudanças. “O Clube ficou um pouco paralisado, porque a sua atividade estava mais centrada nisto. Mudou os seus hábitos e teve reflexos nos resultados desportivos. Após quatro anos seguidos a ganhar, o Benfica estava à frente e começou a perder pontos”, vincou Luís Bernardo.
Denúncia deu entrada na justiça no passado mês de outubro e o organismo responsável deu início à investigação que visa o Clube da Luz
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O Ministério Público, órgão responsável pelo encaminhamento e realizações dos processos judiciais em Portugal, abriu recentemente uma investigação que visa os negócios celebrados entre o Benfica e o Valência. Ao que o Record apurou, a denúncia foi feita em outubro, por Miguel Zorío, vice-presidente do emblema espanhol entre 2009 e 2010.
A notícia foi avançada pelo jornal espanhol ‘El Diario’, que revelou um documento, neste caso um e-mail, onde o Ministério Público confirma o início da dita investigação. O mesmo documento, enviado a Miguel Zorío, a 18 de fevereiro, também foi consultado pelo Record.
O ex dirigente valenciano, recorde-se, fez uma denúncia por alegados crimes de corrupção internacional e branqueamento de capitais, entre outros, contra as SAD do Benfica e Valencia, o empresário Jorge Mendes e os auditores das duas sociedades. Em causa estão as transferências de Rodrigo Moreno, André Gomes, João Cancele Enzo Pérez para o emblema espanhol e no sentido inverso, a chegada de Jonas ao Clube da Luz.
Na altura em que fez a denúncia, Miguel Zorío prestou declarações ao Record, onde abordou o tema. “É claríssimo que o Valencia colocou no Benfica quase 100 M€. Mais de metade desse dinheiro perdeu-se pelo caminho. O Benfica, em 2014, estava muito mal economicamente. Com a compra do Valencia por Peter Lim e Jorge Mendes, utilizou-se o dinheiro do Valencia para salvar o Benfica”, contou o antigo vice-presidente valenciano.
Em conversa com o jornal, Zorío garantiu que Peter Lim sabia do que estava a fazer: “Sabiam como movimentar o dinheiro fora dos circuitos legais”. Apresentando um cenário de como o dinheiro era movimentado: “Rede de empresas de offshore que já tinham sido criadas”.