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Inspirado em Trubin? Guarda-redes imita guardião do Benfica e decide aos 90+10
09 Fev 2026 | 15:49
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14 Ago 2023 | 08:00 |
Jogos Perdem Audiência de Peso
Os jogos da Liga Portuguesa deixarão de ser transmitidos no Reino Unido esta temporada, sendo a Liga Portugal Betclic também não será exibida em França. Este é o resultado de uma abordagem centralizada dos direitos televisivos aprovada pela maioria das equipas do futebol português em 2021 e que estará em vigor até à época desportiva 2028/2029, motivando a reação imediata de Pedro Brinca, conhecido fã do Benfica.
“As receitas da venda dos direitos de transmissão dos jogos das competições nacionais para o estrangeiro são muito pequenas - apenas 8 milhões de euros por ano, segundo números da UEFA - comparadas com o total de cerca de 180 milhões de euros por ano dos direitos nacionais. Há margem para crescer - os Países Baixos conseguem 12 milhões - mas seria sempre um número muito pequeno, longe de mexer a agulha. Mas é um sinal que os exemplos do impacto da negociação centralizada em países como a Espanha não são diretamente traduzíveis para o contexto português", começou por explicar o comentador do Glorioso 1904.
"A liga espanhola tem duas marcas globais - FC Barcelona e Real Madrid - que são crónicos candidatos à vitória nas provas europeias em que participam e têm nos seus planteis os melhores jogadores do mundo, com um potencial comercial internacional dramaticamente diferente de qualquer clube português. Além de que tem um mercado nacional com mais poder de compra e quase quatro vezes maior que o nosso", acrescentou.
Prejuízos milionários
Pela primeira vez, os direitos televisivos do Campeonato nacional são vendidos coletivamente, com o objetivo de conseguir uma distribuição mais equitativa das receitas entre os clubes. No entanto, Pedro Brinca, membro do movimento ‘Servir o Benfica’, acredita que esta iniciativa comercial resultará num declínio competitivo da própria Liga Portugal e dos principais clubes portugueses que participam nas competições europeias.
Depois de desenvolver um estudo sobre o tema, o comentador do Glorioso 1904 já fez várias manifestações públicas contra a centralização dos direitos televisivos. O grupo de adeptos encarnados argumenta que a introdução desta nova iniciativa não traz benefícios óbvios e pode mesmo ser prejudicial para as equipas do campeonato luso.
Por outras palavras, o lucro proveniente da centralização será marginal, na melhor das hipóteses. Além disso, o estudo prevê que equipas como Benfica, Porto, Sporting e Braga enfrentem dificuldades muito maiores na captação de receitas televisivas, correndo o risco de perder vários milhões de euros anualmente.
"O maior prejuízo para o Benfica (e também FCP e SCP) não vem da negociação centralizada propriamente dita, mas do que isso obriga - um modelo de distribuição das receitas. A última referência a esse modelo implicava que as receitas teriam de aumentar para quase o dobro, para que nenhum dos três grandes perdesse receitas relativamente à situação atual", elucida o comentador do Glorioso 1904.
"Ora as últimas notícias sugerem que não será no segmento internacional que isso irá suceder e existem fortes dúvidas que as receitas nacionais se mantenham no próprio ciclo, quanto mais duplicar. Mas mesmo que se mantivessem, o modelo sugerido - 50% distribuídos de forma equitativa, 25% por performance desportiva e 25% por impacto social do clube em causa - implicaria perdas de receitas para os três grandes na ordem dos 10 a 25 milhões de euros cada, por ano", acrescenta.
A probabilidade do futebol português aproximar-se dos valores gerados pelas denominadas “Big 5”, ou as cinco melhores Ligas da Europa, seria menor se este cenário se concretizasse. Neste sentido, equipas inglesas, espanholas, alemãs, francesas e italianas têm maior visibilidade do que a Liga Portuguesa, eliminando oportunidades de negócio.
“Fora das 'Big 5', somos o país com melhor performance nos últimos 23 anos, pelo menos, com os três grandes e SC Braga a contribuírem com 92% dos pontos do ranking atual. Qualquer solução que implique uma perda de receitas destes clubes em favor de clubes que não disputam as competições europeias implicará necessária mente um aumento do fosso financeiro que já existe entre os clubes portugueses e os clubes com quem competem na Europa”, realça Pedro Brinca, citando o dito estudo.
Por outro lado, este novo modelo também acarreta consequências para a captação de receitas provenientes da participação nas competições europeias. Quanto menor forem as receitas televisivas, maior será a degradação do coeficiente de Portugal no ranking de clubes da UEFA, ao mesmo tempo que diminui a capacidade de acesso dos clubes portugueses à Liga dos Campeões.
"Com isto temos menos palco e menor capacidade quer de obter receitas dos prémios de desempenho - Portugal é de longe o país em que as receitas das competições europeias têm mais peso no total das receitas nacionais - quer em termos de projeção de jogadores e respetivas transferências. O Benfica vendeu o Darwin pelo dinheiro que vendeu porque enfrentou o Liverpool nos quartos de final da Champions", destaca Pedro Brinca, prosseguindo.
"Os três grandes concentram 94.5% dos adeptos. E é assim que conseguimos ser competitivos contra equipas dos Países Baixos ou Bélgica, com maior poder de compra e mais habitantes. E o argumento de que a negociação centralizada aumenta as receitas de forma determinante cai logo pela base quando percebemos que os Países Baixos ou a Bélgica, que têm há muitos negociação centralizada e uma forte distribuição de receitas entre todos os clubes, gera bastante menos em termos de direitos televisivos nacionais do que Portugal", revela.
Por fim, o comentador do Glorioso 1904 considera que, enquanto não for demonstrado que a negociação centralizada dos direitos televisivos levará a um aumento dramático de receitas, os encarnados devem utilizar o seu poderio negocial para demover a Liga Portuguesa desta iniciativa.
"Não há nenhuma estratégia comercial que tenha sido anunciada que sustente tal coisa -nem acredito que possa haver - pelo que considero que a promulgação da lei terá sido um erro histórico", conclui.
Encarnados voltaram a mostrar eficácia num dos seus registos mais consistentes da temporada, com jovem avançado a assumir papel central
09 Fev 2026 | 17:26 |
O Benfica venceu o Alverca, por 2-1, no Estádio da Luz, a contar para a 21ªjornada da Liga Portugal Betclic. Anísio Cabral anotou mais um golo ao seu primeiro toque e de cabeça, reforçando o poderio da equipa encarnada no jogo aéreo.
Segundo o Playmaker, o "Glorioso" marcou o oitavo golo de cabeça no Campeonato Nacional 2025/26, a segunda com melhor registo. O jovem ponta de lança aparece na liderança com dois tentos, juntamente com Vangelis Pavlidis e Nicolás Otamendi. A esta lista, acrescenta-se os nomes de Tomás Araújo e Leandro Barreiro, ambos com uma finalização certeira.
José Mourinho comparou Anísio a Didier Drogba, mas , apesar do avançado de 17 anos ter feitos os seus dois golos de cabeça, o "Special One" garante que o campeão do mundo sub-17 não é forte no jogo aéreo. "Podem rir ou chamar-me idiota, o jogo de cabeça não é o forte dele", disse, na conferência de imprensa pós-jogo.
Contundo, este golo não serviu só para alcançar esta marca. O ponta de lança foi o primeiro jogador da temporada a dar o golo da vitória das águias, vindo do banco. Este registo chegou no jogo nº40 da época 2025/2026.
As águias querem fazer mais golos, de cabeça ou não, no próximo compromisso frente ao Santa Clara. Benfica e "açorianos" defrontam-se no dia 13 de fevereiro, próxima sexta-feira, às 18h30, no Estádio São Miguel. A Partida contará para a 22.ª jornada da Liga Portugal Betclic.
Antigo jogador das águias revelou uma ligação profunda com génio argentino explicando como um gesto simbólico se tornou um ritual pessoal
09 Fev 2026 | 16:55 |
Enzo Fernández, médio campeão do mundo pelo Chelsea e antigo atleta do Benfica, confessou a sua admiração por Diego Maradona e como uma camisola se tornou num amuleto em momentos decisivos da carreira, incluindo nos tempos em que representou o River Plate.
Em entrevista à ESPN, o médio dos "Blues" revelou uma ligação especial com o astro, que nunca chegou a conhecer pessoalmente, mas cuja influência se manifestou num ritual que o acompanhou em momentos cruciais da sua caminhada futebolística.
"Sou fanático pelo Diego. Não tive a oportunidade de o conhecer, mas sempre senti uma ligação, não sei porquê", confessou o jogador de 25 anos. Este sentimento transformou-se numa espécie de amuleto. "Quando cheguei, levava uma camisola dele e ajudava-me. Marquei golos quando a usava, sinto-me muito ligado", explicou o internacional argentino, que quer rumar ao Real Madrid.
Um dos momentos mais marcantes deste ritual remonta à passagem pelo River Plate. "Num jogo contra o Racing, quando fomos campeões, estava a usar uma camisola dele. Fico muito emocionado, conecto-me bastante com a sua figura. É uma camisola dele a levantar o Campeonato do Mundo".
Na presente temporada, ao serviço do Chelsea, Enzo Fernández - avaliado em 85 milhões de euros - já realizou o total de 37 jogos oficiais: 24 na Premier League, oito na Liga dos Campeões, quatro na Taça da Liga inglesa e um na Taça de Inglaterra. Nos 2.956 minutos em que esteve dentro das quatro linhas, o argentino registou 11 golos e quatro assistências.
Treinador do Clube encarnado teceu críticas à pouca capacidade de assertividade nas finalizações da sua equipa frente ao Alverca
09 Fev 2026 | 16:27 |
A vitória do Benfica contra o Alverca (2-1), no passado domingo, a contar para a 21ª jornada da Liga Portugal Betclic, foi marcado pelo desperdício da equipa orientada por José Mourinho. Esta questão não escapou ao técnico após o apito final.
J.Mourinho: "Como é possível?"
"Penso outra vez, e vou repensar outra vez, e vou dormir mal outra vez. Como é que é possível criar tanto, tanto, tanto e ter tantas dificuldades em fazer golos? ", criticou o "Special One", em declarações na zona de entrevistas rápidas da BTV.
O técnico de 63 anos continuou a falar acerca deste tema. "Não quero voltar a falar das estatísticas, dos remates, de quantas vezes pisámos a área adversária. Não quero ser monótono e ir na mesma direção. Mas a maneira como temos jogado é repetitiva. Jogamos bem, criamos muito e marcamos pouco", afirmou.
J.Mourinho: "Três pontos super decisivos"
Apesar das críticas negativas, José Mourinho realçou a importância da vitória diante do conjunto ribatejano. "Fizemos o segundo golo pelo miúdo e três pontos super decisivos para a nossa esperança de chegar mais acima", concluiu.
O desperdício de grandes chances já tinha sido notória em Tondela, e Pedro Brinca, professor de economia, mostrou desagrado. "Com exceção de Pavlidis, os jogadores do Benfica mostram uma inusitada alergia à baliza adversária", confessou, na sua crónica ao jornal Record, na altura.