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Clube
13 Jun 2024 | 15:49 |
Vasco Mendonça, conhecido adepto do Benfica, recorreu à rede social X (antigo Twitter) para deixar um 'desabafo' sobre a direção de Rui Costa, colocando Luís Filipe Vieira 'ao barulho'.
"Quanto mais penso nos últimos 20 anos do Benfica, mais me parece que definir Rui Costa como uma continuação do vieirismo é injusto para com Luís Filipe Vieira", começou por referir o cronista, antes de 'embarcar' numa viagem ao passado do antigo dirigente do Benfica.
"Comecemos pelo fim: Vieira acomodou-se, alargou os seus círculos sociais e profissionais com pessoas de ética duvidosa, e fez deste modus operandi a sua forma de estar, adaptando a escola de Pinto da Costa. Ainda hoje muitos adeptos do Benfica e dos restantes clubes vivem convencidos de que não existe outra forma de fazer as coisas. No processo, acabou a moldar o Benfica à imagem da sua conduta, quando um presidente do clube deveria sempre fazer o oposto", destacou.
"É tramado quando alguém ignora a sua finitude. Como me disse alguém que contribuiu para a sua saída do clube, Vieira embrenhou-se numa espécie de realidade paralela própria de quem abusa do poder e, no processo, perde contacto com o valor ético e moral das suas ações", continuou o conhecido cronista português.
"Por outro lado, não me parece boa ideia reescrever ou branquear o resto da história. Por muito que hoje digamos que o Benfica foi o seu projeto de poder, Vieira profissionalizou o clube, assegurou um CEO competente para a SAD, garantiu saúde financeira, tornou o Benfica financeiramente apetecível, criou infra-estruturas de referência a nível mundial que produziram alguns dos melhores jogadores da atualidade, conseguiu garantir pelo menos um ciclo de continuado sucesso desportivo, e por muito pouco não venceu duas provas europeias", enumerou Vasco Mendonça.
"Se isso chega para o imunizar? É evidente que não. Os benfiquistas não devem gratidão eterna ao ex-presidente. Por outro lado, parece-me hoje claro que Vieira deveria ser muito mais grato ao Benfica (...) Mas dizer que Rui Costa é uma continuação do vieirismo conta uma história errada. O costismo é pior do que o vieirismo. É um aprofundar das feridas deixadas por Vieira, com agravamento em toda a linha", apontou, ainda.
"É um facto que Rui Costa representa a continuação do vieirismo em tudo o que concerne as questões judiciais. Nisso, temo seja exatamente mais do mesmo. Em tudo o resto, torna-se cada vez mais claro que é bastante pior. Em suma, o vieirismo morreu, mas o costismo é ainda mais ameaçador para o futuro do clube. O Benfica não precisa de ser refundado para sobreviver a este ciclo, mas vai precisar de mudanças profundíssimas para ser algo melhor do que isto", concluiu Vasco Mendonça.
Confira aqui o texto de Vasco Mendonça:
Instituição bancária pretende desfazer-se de diversos créditos, imóveis e participações ligados ao empresário que liderou emblema da Luz
27 Ago 2026 | 15:23 |
O Novo Banco está a avançar com uma operação de grande dimensão para tentar recuperar parte da exposição financeira associada ao universo empresarial de Luís Filipe Vieira, ex presidente do Benfica (que foi recentemente elogiado por Adel Taarabt). Em causa estão créditos, imóveis e participações em sociedades que representam uma dívida superior a 400 milhões de euros, acumulada pelo grupo desde os tempos do BES. O processo, conhecido como “Project Horizon”, está a ser conduzido pela KPMG.
A operação já entrou numa fase de abordagem ao mercado, com potenciais investidores a serem sondados. As propostas não vinculativas estão a ser analisadas e a expectativa passa por receber as ofertas vinculativas até outubro, com a conclusão do processo apontada ainda para este ano. O pacote colocado à venda reúne vários ativos problemáticos ligados a Vieira, numa tentativa do banco de encontrar uma solução mais abrangente para uma exposição que há vários anos procura recuperar.
Entre os bens abrangidos estão terrenos para construção em Loures, Vila Franca de Xira e Tavira, avaliados em cerca de 56 milhões de euros, embora sem licenciamento válido neste momento. Estes ativos servem de garantia para dívidas na ordem dos 65 milhões de euros. O processo inclui ainda um edifício de escritórios em Maputo, avaliado em aproximadamente 20 milhões de euros, com 17 pisos, uma ocupação de 35% e receitas anuais de cerca de 900 mil euros.
Também fazem parte da operação as participações do Novo Banco na Promovalor e na Inland, sociedades imobiliárias que passaram para o controlo da instituição após uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça. O banco ficou com 66,3% da Promovalor e 63% da Inland, mas atribuiu valor zero a essas participações no balanço. A KPMG procura, ainda assim, apresentar aos investidores uma possível margem de valorização, através da execução de direitos contratuais no valor de 352 milhões de euros que poderão permitir o acesso a património dos beneficiários efetivos do grupo.
O problema é que grande parte desta dívida já foi considerada perdida pelo Novo Banco e acabou coberta pelo Fundo de Resolução através do mecanismo de capital contingente. A instituição já tinha avançado anteriormente para a execução de vários ativos ligados a Vieira, incluindo ações que o empresário detinha na SAD do Benfica, vendidas posteriormente em leilão por mais de cinco milhões de euros. Agora, com o “Project Horizon”, procura encontrar compradores para o conjunto da exposição e recuperar, dentro do possível, parte de uma dívida que chegou a atingir os 466 milhões de euros em 2015.
Presidente do Porto voltou a lançar fortes críticas aos encarnados e recuperou um episódio que está a gerar nova tensão no futebol português
26 Ago 2026 | 10:18 |
André Villas-Boas voltou a colocar o Benfica no centro das atenções. O presidente do Porto decidiu abordar a relação dos encarnados com Pedro Proença, recuperando um episódio ocorrido durante uma recente visita do dirigente ao Estádio da Luz.
A. Villas-Boas: "Segundo clube português com mais títulos no futebol"
"Continuemos este capítulo com o SL Benfica na versão 2026/27, ainda sem "update" de sofrimento para o segundo clube português com mais títulos no futebol. Depois de negarem à Seleção Nacional a utilização do seu estádio, decidiram reservar ao Presidente da Federação Portuguesa de Futebol um lugar na sexta fila da tribuna", começou por escrever na edição de agosto da revista Dragões.
O antigo técnico dos azuis e brancos deixou mais críticas mais fortes ao Clube da Luz. "Que forma tão cruel e desrespeitosa de tratar uma figura institucional da maior relevância", atirou o presidente portista, mostrando-se particularmente crítico relativamente à forma como Pedro Proença foi recebido na Luz.
A. Villas-Boas: "Para uma instituição que distribui lições permanentes sobre respeito, o mapa de lugares da tribuna transformou-se rapidamente num manifesto político"
Villas-Boas não ficou, contudo, por aqui e voltou a questionar a postura pública assumida pelo Benfica. "Para uma instituição que distribui lições permanentes sobre respeito, o mapa de lugares da tribuna transformou-se rapidamente num manifesto político. É pena que a renovada eficiência comunicacional, entre instituição e acólitos, não tenha sido mobilizada para esclarecer, com serenidade e transparência, o contexto de tantos processos e episódios que, com uma persistência notável, regressam continuamente à discussão pública", pode ler-se.
Na parte final do texto, o presidente do Porto voltou a deixar uma provocação aos encarnados e colocou em causa a existência de um critério uniforme no tratamento das figuras institucionais. "O respeito institucional, afinal, parece depender da conveniência do momento. Contra os aliados de ocasião, o silêncio, porém, a indignação é habitualmente mais discreta, talvez por razões de vizinhança ou pela simples preservação desse histórico entendimento e lugar garantido na primeira fila", concluiu.
Iniciativa do Clube traz a oportunidade de levar a paixão pela equipa a todos os membros da família; modelo custará 35 euros
22 Ago 2026 | 13:15 |
Os animais de estimação dos adeptos do Benfica têm agora uma nova forma de vestir as cores do clube. As águias, em parceria com a adidas, lançaram uma camisola especialmente criada para os companheiros de quatro patas dos benfiquistas, com um design inspirado no equipamento utilizado pelos jogadores.
A novidade foi apresentada esta terça-feira, 18 de agosto, e surge com o objetivo de “levar a paixão pelo SL Benfica para todos os membros da família”, reforçando a aposta do clube no universo dos animais de estimação através do projeto Benfica Pet.
A nova camisola transporta para os animais a identidade e as cores tradicionais do emblema da Luz e permite aos adeptos vestir os seus companheiros com as cores encarnadas em diferentes ocasiões: seja em casa, durante um passeio ou, naturalmente, num dia de jogo.
Além da componente estética, a peça foi desenvolvida com foco no conforto e está disponível em vários tamanhos, do XS ao XXL. A camisola pode ser adquirida por 35 euros, com os sócios do Benfica a beneficiarem de um preço especial de 31,50 euros.
O projeto Benfica Pet foi lançado a 4 de outubro de 2025, precisamente no Dia Mundial do Animal. A iniciativa procura acompanhar uma realidade cada vez mais presente nas famílias e reforçar a ligação entre o Benfica e os seus adeptos, incluindo os membros de quatro patas. José Gandarez, responsável pelo marketing do Benfica, explicou anteriormente que o projeto acompanha uma “evolução cultural” que atribui cada vez maior importância aos animais de estimação dentro das famílias.