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Clube
07 Jun 2025 | 12:57 |
Na antecâmara da mais recente Assembleia Geral Ordinária, que visa debater e aprovar o orçamento do Benfica para o exercício de 2025/26, Cristóvão Carvalho deixou algumas anotações e recados antes de entrar no Pavilhão Nº2 da Luz. O advogado e candidato às eleições, que já têm data, espera assistir a uma sessão ‘ordeira’.
Cristóvão Carvalho sobre a AG: “Acho que vai ser uma Assembleia Geral quente”
No entanto, ao mesmo tempo que apelou ao bom comportamento de todos os intervenientes, o Benfiquista reconheceu que a reunião vai contar com muita tensão: “Acho que vai ser uma Assembleia Geral quente, como é óbvio, porque existe sempre o descontentamento dos sócios. É dentro desta casa que os sócios têm a possibilidade de falar e mostrar à direção o seu descontentamento e acredito que esses sócios irão mostrá-lo”.
De seguida, apontou o dedo à Direção de Rui Costa, afirmando que não fizeram ‘o mínimo’: “Há muito tempo que faço Assembleias Gerais e que conheço a massa adepta do Benfica e o espírito dos benfiquistas e, portanto, sei efetivamente que estes vão mostrar o seu descontentamento, porque o Benfica não tem cumprido o mínimo, não tem cumprido nos resultados e os sócios estão ávidos de vitórias, não estão habituados a que o Benfica esteja tanto tempo sem ganhar. Portanto, parece-me evidente que irá haver descontentamento e isso irá aquecer a Assembleia”.
Cristóvão Carvalho sobre Rui Costa: “O Benfica não tem cumprido o mínimo, não tem cumprido nos resultados”
Por fim, apesar do descontamento dos sócios, o advogado acredita que tudo vai correr bem: “Estou certo de que será uma Assembleia Geral ordeira e que, como sempre, nesta casa nos entendemos e é dentro dela que será um momento também para o fazermos, mas com tudo absolutamente tranquilo, vai correr tudo bem. Mas é óbvio que os sócios vão demonstrar o seu descontentamento”.
Vale recordar que durante a Assembleia Geral, foi divulgada a data para as próximas eleições do Benfica. Até ao momento, já são conhecidos três candidatos. Além de Cristóvão Carvalho, a corrida eleitoral também vai contar com as listas de João Diogo Manteigas e de João Noronha Lopes.
Após alegações finais, tribunal acedeu ao pedido feito pelo Ministério Público, que considerava antigo dirigente das águias culpado dos seus atos
20 Mai 2026 | 09:52 |
Luís Filipe Vieira foi condenado no processo em que foi acusado de difamar publicamente João Malheiro. Pelo que foi revelado na sentença do julgamento que opôs o ex-presidente e antigo diretor de comunicação do Benfica, o antecessor de Rui Costa foi ordenado a pagar cerca de 6 mil euros ao conhecido jornalista.
Na tarde da passada terça-feira, 19 de maio, ficou conhecido o desfecho do processo que já se arrastava há alguns meses, em que João Malheiro apresentou uma queixa contra Luís Filipe Vieira, com base nas declarações que o ex-presidente proferiu em 2022, que denegriram a imagem pública do jornalista português.
Ainda a respeito da sentença, Luís Filipe Vieira, além de ter de pagar a dita indenização a João Malheiro, por comentários difamatórios sobre a forma como o jornalista foi prejudicado na saúde de Eusébio, foi igualmente condenado a pagar 50 euros ao Estado, durante 160 dias.
Segundo escreveu o jornal Record, já depois da sessão onde decorreram as alegações finais do julgamento, Luís Filipe Vieira e João Malheiro voltaram a estar frente a frente, com o ex-dirigente a apontar mais acusações, afirmando que o jornalista "bebia e muito" e que "por vezes, não estava em condições de estar no Benfica" por "estar bastante embriagado".
Luís Filipe Vieira, como se sabe, foi levado a tribunal devido às declarações que teve a respeito de João Malheiro. Numa entrevista concedida em 2022, o ex-presidente colocou em causa a amizade entre o antigo diretor de comunicação e Eusébio, afirmando que o mesmo alimentava o vício do pantera negra, apesar de saber que o mesmo "estava dependente do uísque". "Eram almoços de 3, 4, 5 horas. Se fossem amigos, não o deixavam beber", questionou Vieira na altura.
Antigo candidato à presidência das águias reconheceu que clube não esteve bem ao longo da época e pede esclarecimentos da parte de Rui Costa
19 Mai 2026 | 11:52 |
Com a época do Benfica a chegar ao fim, várias têm sido as vozes de contestação pela forma como o Clube tem sido gerido. Mais recentemente, Martim Mayer, antigo candidato à presidência das águias, lamentou ver o Glorioso "sem rumo" e pediu a Rui Costa, líder dos encarnados, que venha a público explicar o projeto que tem em mãos.
Martim Mayer: "Mais do que uma análise ao que correu mal, espero que o presidente consiga transmitir aos benfiquistas uma ideia clara de rumo, liderança e união"
"Mais do que uma análise ao que correu mal, espero que o presidente consiga transmitir aos benfiquistas uma ideia clara de rumo, liderança e união. Porque, olhando para esta época, uma das maiores fragilidades que senti foi precisamente a falta dessa união no universo benfiquista", começou por dizer o empresário, em declarações à Agência Lusa.
"E cabe ao presidente promovê-la. Rui Costa deveria ter comunicado mais, melhor e nos timings certos, porque no Benfica a capacidade de mobilizar e unir é absolutamente decisiva", apontou Martim Mayer, lamentando a falta de empenho da parte do presidente do Clube da Luz, igualmente visado por António Figueiredo.
Martim Mayer: "A verdade é que o Benfica falhou os seus principais objetivos: campeonato, Taça e apuramento para a próxima Champions"
"A verdade é que o Benfica falhou os seus principais objetivos: campeonato, Taça e apuramento para a próxima Champions. E quando um clube com a dimensão e responsabilidade do Benfica falha nos momentos decisivos de forma repetida, a época tem de ser considerada má", reconheceu o ex-candidato encarnado.
"A primeira tem a ver com a estruturação do projeto desportivo. Continua a faltar uma organização sólida, com objetivos de médio prazo e uma estratégia clara que sobreviva às mudanças de treinador e dê continuidade à filosofia e ao posicionamento do Benfica. O clube não pode continuar a viver demasiado dependente dos ciclos e das circunstâncias do momento", concluiu Martim Mayer, deixando um pedido a Rui Costa.
Antigo vice-preseidente dos encarnados abordou novamente tema da venda das ações do Rei dos Frangos e deixou um alerta sobre possíveis consequências
16 Mai 2026 | 10:29 |
A venda de mais de 15% da SAD do Benfica a um fundo norte-americano continua a dar que falar, e Jaime Antunes voltou a tecer comentários a respeito desse tema sensível. Numa entrevista recente, o antigo vice-presidente dos encarnados alertou que o Clube da Luz, liderado por Rui Costa, deve colocar os interesses do Glorioso à frente e bloquear a compra.
Jaime Antunes: "A SAD do Benfica e a administração da SAD do Benfica só aceitam este negócio se quiserem"
"A SAD do Benfica e a administração da SAD do Benfica só aceitam este negócio se quiserem, porque os estatutos dizem que, quando se compram blocos de ações superiores a 2%, as ações de tipo A, ou seja, as ações que são detidas pelo Benfica, têm o direito de veto sobre essas transações, desde que o comprador esteja numa situação de concorrência com o Benfica", disse Jaime Antunes, em declarações à Agência Lusa.
"Por outro lado, os estatutos também definem o que é concorrência: é o comprador ter atividades na área do futebol ou da organização de eventos desportivos. Ora, é público que este fundo tem atividades na área da organização de eventos desportivos, porque gere arenas desportivas, e, agora, também foi anunciado o seu envolvimento, direto ou indireto, na compra do Veneza, em Itália. Portanto, a administração da SAD do Benfica tem tudo nas mãos para vetar o negócio, e eu acho que é isso que deve fazer", sublinhou o antigo vice-presidente do Glorioso.
Jaime Antunes: "Se a SAD não vetar o negócio, nós podemos considerar que há um prejuízo grave de uma estratégia futura do Benfica"
"A administração do Benfica na altura vetou o negócio e, por isso, é que John Textor acabou por não concretizar a compra das ações da SAD, porque era concorrente do Benfica em determinadas áreas. Portanto, agora, a administração da SAD tem todas as possibilidades, se assim entender, para vetar esta compra", apontou Jaime Antunes, recordando o artigo 13 que impediu a entrada de John Textor na sociedade vermelha e branca.
"Se a SAD não vetar o negócio, nós podemos considerar que há um prejuízo grave de uma estratégia futura do Benfica e da SAD do Benfica, e os sócios do Benfica poderão ser parte interessada numa contestação. Mas, para já, vamos esperar pela decisão da direção do Benfica", avisou o ex-dirigente à Lusa.