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Clube
09 Abr 2026 | 17:07 |
Rui Pinto voltou a recordar a sua detenção em janeiro de 2019, na Hungria, ao comentar nas redes sociais a polémica que envolve Péter Szijjártó. O tema tem gerado críticas em Bruxelas e na imprensa europeia, devido a alegações de contactos regulares com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov. O whistleblower português reagiu à situação através de uma publicação na rede social X e referiu o...Benfica.
Na mensagem, Rui Pinto fez referência direta ao Clube, deixando uma declaração que rapidamente se tornou viral. "Nada que me surpreenda. Mas confesso que estou mais interessado nas conversas entre Péter Szijjártó, Varandas Fernandes e outros dirigentes do Benfica", escreveu.
Recorde-se que o conhecido adepto do Porto foi detido em Budapeste, em janeiro de 2019, no âmbito de um mandado de detenção europeu. O português era procurado pela justiça nacional por suspeitas de crimes como tentativa de extorsão, violação de segredo e acesso ilegítimo a sistemas informáticos. A detenção ocorreu na capital húngara e marcou o início de um processo judicial com grande mediatismo.
Após a detenção, Rui Pinto foi extraditado para Portugal em março do mesmo ano. Já em território nacional, ficou sob custódia das autoridades portuguesas e enfrentou vários processos judiciais. Os casos estavam relacionados com o chamado Football Leaks, que envolveu a divulgação de documentos ligados ao futebol internacional e que deixou impacto negativo no Benfica.
A nova publicação surge num contexto distinto, mas volta a colocar o nome de Rui Pinto no centro das atenções. A referência ao Benfica gerou curiosidade e debate nas redes sociais. O comentário não acrescenta detalhes, mas reacendeu o interesse em torno das declarações do hacker.
Veja a publicação de Rui Pinto:
Projeto causa divisão e associados querem anulação da AG que votou a aprovação, já que consideram que Estatuto do Clube foi violado pela Mesa
04 Jul 2026 | 13:32 |
Seis sócios do Benfica avançaram com uma ação judicial para pedir a anulação da deliberação aprovada na Assembleia Geral Extraordinária de 3 de janeiro de 2026, reunião em que os associados deram luz verde ao projeto Benfica District.
Os juristas Gonçalo Almeida Ribeiro, João Ferreira Leite, Pedro Cardigos, Cristina Santos Silva, João Marecos e Márcia Vala contestam a atuação da Mesa da Assembleia Geral (MAG), presidida por José Pereira da Costa, considerando que foram violadas as regras de funcionamento previstas nos Estatutos do clube.
Em comunicado, os autores da ação explicam os fundamentos da iniciativa: "Seis juristas e sócios do Sport Lisboa e Benfica intentaram ação judicial para anular a deliberação da Assembleia Geral Extraordinária de 3 de janeiro de 2026, por violação das regras de funcionamento da Assembleia Geral do Sport Lisboa e Benfica, consagradas nos Estatutos, pela qual é responsável a MAG."
A Assembleia Geral em questão foi dedicada à aprovação do projeto Benfica District, que recolheu 59,24% dos votos favoráveis dos sócios. Recorde-se que Gonçalo Almeida Ribeiro e João Ferreira Leite foram candidatos à presidência da Mesa da Assembleia Geral nas últimas eleições do Benfica, integrando, respetivamente, as listas de Noronha Lopes e do Movimento Servir o Benfica.
Segundo os autores da ação, três semanas antes da reunião magna foi enviada uma carta ao presidente da MAG com 12 perguntas relacionadas com a legalidade do modelo de participação e de votação previsto para a Assembleia. De acordo com o comunicado, esses pedidos de esclarecimento nunca obtiveram resposta. Os seis sócios criticam ainda a utilização de urnas eletrónicas e de uma aplicação móvel para votação, alegando que o sistema não oferecia garantias suficientes quanto à fiabilidade e ao controlo do exercício do direito de voto.
Assembleia geral das águias continua a dar que falar e há uma análise que promete alimentar o debate entre os adeptos encarnados
29 Jun 2026 | 17:34 |
A Assembleia geral do Benfica continua a motivar várias análises e, desta vez, foi Pedro Brinca, jornalista do Record, a deixar duras críticas à forma como Rui Costa abordou alguns dos principais problemas do Clube. O professor de economia considera que o presidente encarnado optou por um discurso que agradou aos sócios, mas evitou enfrentar questões estruturais.
P. Brinca: " O presidente escolheu o caminho confortável"
"Houve aplausos na assembleia geral quando Rui Costa prometeu 'tolerância zero' a Pedro Proença e ao Conselho de Arbitragem. Merecidos? Em parte. Mas fiquei com a sensação de que, em dois assuntos centrais, o presidente escolheu o caminho confortável: bater onde as palmas são fáceis e calar-se onde a mudança custaria", escreveu no seu texto de opinião ao jornal Record.
Na análise, Pedro Brinca defende que o verdadeiro problema está na organização do sistema. "Tudo legítimo. Só que é tudo dentro da mesma casa: queixar-se ao Conselho de Arbitragem, pedir contas ao Conselho de Arbitragem, prometer dureza com o Conselho de Arbitragem. O problema não é a malícia, é o desenho. Quem nomeia, avalia e pune os árbitros é a mesma Federação. É juiz e parte. 'Tolerância zero' contra um sistema que se julga a si próprio é energia gasta a empurrar uma parede. O que falta — uma avaliação independente, de fora — não saiu da boca do presidente. Ficou-se pela indignação que rende palmas e não muda nada", atira.
P. Brinca: "o treinador é o fusível: rebenta, troca-se e a corrente segue igual"
Outro dos temas abordados foi a instabilidade no comando técnico do Benfica. "Foram seis treinadores em cinco anos", recorda Pedro Brinca, acrescentando que "o treinador é o fusível: rebenta, troca-se e a corrente segue igual". O economista lembra ainda que foi o próprio Rui Costa quem admitiu que "não houve impacto das aquisições" e que o Benfica falhou "em muitas avaliações", sublinhando que "quem avalia, quem recruta, quem aprova as contratações não é o treinador. Mas, no fim de cada época, é o treinador quem paga a conta", pode ler-se.
Pedro Brinca terminou a análise deixando um forte reparo à estrutura encarnada e ao futuro de Marco Silva. "Numa organização sã, o falhanço repetido tem um dono com nome. No Benfica, não tem. Rui Costa assume 'completamente' a responsabilidade no abstrato e, no concreto, despacha-a para baixo. A culpa, no fim, morre solteira. Demite-se o técnico, mantém-se a estrutura, repete-se a época. Marco Silva merece melhor do que ser mais um fusível. E os sócios mereciam que a próxima época começasse não por outro 'não podemos falhar', mas por dizer, enfim, quem responde quando se falha", concluiu.
Vice-presidente financeiro faz ponto de situação sobre o projeto das águias e afirma que evolução para reforma progride de forma positiva
27 Jun 2026 | 17:45 |
O vice-presidente financeiro do Benfica, Nuno Catarino, fez um ponto de situação sobre o projeto Benfica District, garantindo que o processo continua a evoluir de forma positiva, apesar de ainda aguardar pelas aprovações das entidades competentes. O dirigente revelou que, embora não existam alterações significativas ao projeto, foram dados passos importantes nos últimos meses.
Segundo Nuno Catarino, o Benfica District tem vindo a cumprir todas as etapas previstas, encontrando-se atualmente em análise por diversos departamentos da Câmara Municipal, bem como por várias entidades externas. O responsável encarnado mostrou-se confiante quanto ao desfecho do processo, salientando que a evolução tem correspondido às expetativas.
Relativamente aos custos previstos, explicou que alguns valores sofreram ajustes naturais, com determinadas rubricas a aumentarem e outras a diminuírem, garantindo, no entanto, que não existem desvios relevantes nesta fase do projeto. O vice-presidente financeiro revelou ainda que o Benfica espera obter todas as aprovações necessárias dentro de um ou dois meses. Assim que esse processo estiver concluído, o clube irá apresentar oficialmente o projeto aos sócios.
Apesar de admitir que os procedimentos administrativos nem sempre decorrem à velocidade desejada, Nuno Catarino assegurou que o Benfica District continua plenamente ativo e dentro do calendário inicialmente definido. O vice-presidente financeiro abordou igualmente as obras de ampliação do Estádio da Luz, explicando que o calendário competitivo obrigou o clube a adiar parte da intervenção prevista.
A necessidade de antecipar o início da temporada devido às pré-eliminatórias da Liga Europa reduziu o tempo disponível para os trabalhos, o que levou à criação de menos de 600 novos lugares nesta fase. Ainda assim, o dirigente revelou que o objetivo passa por elevar a capacidade do Estádio da Luz para cerca de 69 mil espectadores durante a presente temporada, ultrapassando posteriormente a marca dos 70 mil lugares na época seguinte.