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Clube
15 Mai 2025 | 17:34 |
Na sessão que decorreu hoje, quinta-feira, 15 de abril, contou com a presença de Maria Fátima Pires, inspectora da PJ responsável pelas investigações do caso Saco Azul, que tem como arguidos a Benfica SAD, a Benfica Estádio e os antigos dirigentes Luís Filipe Vieira, Domingos Soares de Oliveira e Miguel Moreira.
Nesta fase do processo, foram apuradas as provas que ligam a empresa Questao Flexível e a sociedade anónima desportiva do Clube da Luz. Em declarações em tribunal, a agente de autoridade começou por referir que a dita empresa tinha várias moradas fiscais: “A Questão Flexível foi constituída pelo casal, a atividade era consultoria informática, mas só tinha dois funcionários. Tentámos começar por perceber se tinha instalações e onde funcionava. Percebeu-se que a sede era num imóvel da mulher, mas que este estava arrendado a outras pessoas. A sede não era ali, naturalmente. Nas diversas instituições bancárias a Questão Flexivel indicava outras moradas. Fomos lá, mas não havia placa a identificar que a empresa exercia ali atividade. A empresa parece que não tinha instalações”.
Mais tarde, segundo a inspectora da PJ, veio-se a descobrir que os encarnados eram os únicos clientes. “Veio-se a apurar que o único cliente era a Benfica SAD e Benfica Estádio. Haviam outros clientes de menor dimensão, mas associados a outras empresas de José Bernardes. Depois procurámos saber de onde vinham as transferências e percebemos que eram da Benfica Estádio e SAD, por serviços prestados”, acrescentou.
Uma vez estabelecida a ligação entre as duas partes, Maria Fátima Pires explicou que o Clube da Luz não disponibilizou os contratos: “O Benfica não os tinha. Do que tenho de cabeça, a explicação que deram foi que estavam em mudanças. Mas não tenho dúvidas que os contratos foram fabricados. Não tenho dúvida que os contratos foram fabricados. Quando os contratos foram fabricados, o Benfica ainda não sabia da investigação e são fabricados, pois estavam a ser pressionados pela gestora de conta para justificar avultadas transferências de dinheiro do Benfica e os levantamentos em numerário”.
Maria Fátima Pires - Mas não tenho dúvidas que os contratos foram fabricados
Sobre as transferências realizadas pela SAD Benfiquista, a inspectora da PJ explicou a situação: “Há um pagamento de cheque do Benfica e depois o levantamento numerário e aparece escrito 89 por cento. Se pegarmos na fatura de dezembro de 2016, há uma fatura de 126500 euros, depois o valor a devolver "valor Dev" era 89 por cento dos 126 500 euros. Colocando na célula do excel ‘valor a devolver’, a fórmula que lá está é 89 por cento sobre o valor net, sem o IVA”.
Vice-presidente da área financeira fez questão de reforçar quais serão os principais pontos do projeto que a Direção quer implementar
03 Jan 2026 | 11:20 |
Nuno Catarino voltou a justificar o investimento que será feito com o Benfica District. Na Assembleia Geral Extraordinária, que decorreu na manhã deste sábado, 3 de janeiro, o vice-presidente e CFO dos encarnados falou dos passos que irão custar aos cofres do Clube da Luz cerca de 220 milhões de euros.
Nuno Catarino: "Temos quatro intervenções planeadas no estádio para chegar aos 80 mil lugares, mas sem parar a atividade no estádio"
"Temos quatro intervenções planeadas no estádio para chegar aos 80 mil lugares, mas sem parar a atividade no estádio, que serão efetuadas durante o defeso", começou por dizer o dirigente do Benfica, na sua intervenção, que foi feita depois do discurso de Rui Costa.
"Remodelação do piso 1, rebaixar o relvado, criação de área safe standing e, por fim, novas filas no piso 3 na zona das super colunas", adiantou o vice-presidente da área financeira dos vermelhos e brancos, ao justificar o investimento que será feito para a concretização do Benfica District.
Nuno Catarino: "A construção não fará com que o Benfica tenha de jogar fora porque serão feitas no defeso"
"A construção não fará com que o Benfica tenha de jogar fora porque serão feitas no defeso", concluiu Nuno Catarino, deixando a garantia de que as obras feitas no Estádio da Luz não vão afetar as questões desportivas dos encarnados.
Recorde-se que o projeto foi revelado meses antes das eleições, que foram vencidas por Rui Costa, que renovou o seu mandato por mais quatro anos. A finalidade desta Assembleia Geral Extraordinária passa pela apreciação e votação do Benfica District.
Presidente dos encarnados deu início aos trabalhos na Assembleia Geral com um discurso onde voltou a defender a importância do projeto apresentado
03 Jan 2026 | 10:24 |
Rui Costa defende que o Benfica District é um plano estratégico para lançar o clube no futuro. No discurso de abertura da Assembleia Geral Extraordinária, o Presidente dos encarnados apresentou aos sócios as bases do projeto e garantiu que o mesmo não irá afetar o investimento feito nas equipas do Glorioso.
Rui Costa: "Confere ao Benfica uma relação ainda mais próxima e envolvente com os seus adeptos, mais receitas"
"O Benfica District é um projeto estratégico que visa dotar o Clube de infraestruturas que permitem ter um Benfica mais preparado para enfrentar os desafios do futuro", começou por dizer Rui Costa, no seu discurso de abertura da Assembleia Geral.
"O Benfica District, que hoje propomos para discussão e apreciação dos sócios, confere ao Benfica uma relação ainda mais próxima e envolvente com os seus adeptos, mais receitas, maior potencial de investimento nas nossas equipas e, por conseguinte, uma maior capacidade de competir a nível nacional e internacional", acrescentou, explicando o projeto, como já tinha feito Nuno Catarino.
Rui Costa: "O Benfica District engloba-se no objetivo mais lato de chegarmos, tão rápido quanto possível, a receitas consolidadas de 500 milhões de euros"
"O Benfica District engloba-se no objetivo mais lato de chegarmos, tão rápido quanto possível, a receitas consolidadas de 500 milhões de euros, ao mesmo tempo que o Clube passa a dispor de melhores infraestruturas para acentuar a evolução associativa, desportiva, comercial e financeira que todos almejamos", referiu Rui Costa.
"Mas toda esta transformação e modernização que aqui hoje propomos à aprovação dos sócios respeita a indispensável sustentabilidade económica e financeira do Clube e da SAD, respeita os nossos compromissos ambientais e honra a identidade inicial do nosso estádio", concluiu o Presidente do Benfica.
Em vésperas da apreciação e votação do novo projeto, CFO das águias revela alguns detalhes que irão acontecer no recinto vermelho e branco
02 Jan 2026 | 11:31 |
Nuno Catarino, CFO do Benfica, deu a conhecer mais novidades a respeito do novo projeto em mãos. Na véspera da Assembleia Geral Extraordinária, que terá o propósito de apreciar e votar a inovação das infraestruturas das águias, o vice-presidente da área financeira levantou um pouco o véu.
Nuno Catarino: "O estádio vai ter 80 mil lugares, é esse o plano"
"O estádio vai ter 80 mil lugares, é esse o plano. Há várias pequenas alterações que serão necessárias, mas vou centrar-me nas quatro principais", começou por dizer Nuno Catarino, em declarações à BTV, onde falou sobre os tópicos que envolvem a Catedral do Benfica.
"A primeira é o rebaixamento do relvado, que vai permitir novas filas e aproximar bastante os adeptos do próprio jogo, um bocadinho mais à inglesa", enumerou Nuno Catarino. "A segunda alteração passa pelo piso 1, que permite fazer parte da bancada mais para trás; o estádio do Arsenal tem esse formato. Obriga a mudar toda a forma como se circula nesse espaço", acrescentou.
Nuno Catarino: "O estádio será maior, o que nos permitirá dar uma melhor resposta à lista de espera dos Red Pass"
"No piso 0 é possível ter alguns dos setores em safe standing; já temos isso relativamente estudado para ver quantos lugares poderemos acrescentar", adiantou o CFO do Benfica, revelando algumas das novidades que estão reservadas para a remodelação do Estádio da Luz.
"O estádio será maior, o que nos permitirá dar uma melhor resposta à lista de espera dos Red Pass. Além disso, vamos ter maior diversidade de espaços dentro do próprio estádio para proporcionar diferentes experiências", finalizou Nuno Catarino, em entrevista à BTV.